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Educação pressiona, e IPCA é o maior desde maio de 2008

Da Redação, em São Paulo

A inflação no Brasil acelerou ligeiramente em fevereiro e atingiu o maior patamar desde maio de 2008, em razão dos reajustes das mensalidades escolares. O indicador subiu 0,78% no mês passado, contra alta de 0,75%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Os dados se referem ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial de preços, usado pelo governo para definir suas metas anuais de inflação. Para 2010, o objetivo do governo é uma inflação anual de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O indicador ficou levemente abaixo da previsão dos analistas, que esperavam que o indicador ficasse em 0,8%.

 

O IPCA acumulou alta de 4,83% em 12 meses até fevereiro, e avanço de 1,54% no ano.

Segundo o IBGE, o grupo Educação teve alta de 4,53% no mês passado e contribuiu com 0,32 ponto percentual, e foi responsável por 41% da inflação total de fevereiro. O aumento deve-se aos reajustes de início de ano, já que as mensalidades escolares ficaram 5,38% mais caras e tiveram a maior contribuição individual do mês, de 0,26 ponto percentual.

Analistas explicam que a pequena oscilação entre fevereiro e janeiro deve-se a uma troca de pressões entre os dois meses. Em janeiro, os impactos vieram de alimentos -o clima quente e chuvoso do início do ano prejudica as colheitas de in natura-, do reajuste da tarifa de ônibus urbano em São Paulo e Salvador e dos combustíveis. Em fevereiro, essas pressões diminuem, principalmente a de ônibus, mas entra a de educação.

Em outros índices de inflação, o reajuste das mensalidades e dos materiais escolares é captado em janeiro, mas a metodologia do IPCA faz com que esse aumento entre na conta apenas em fevereiro.

Na passagem de janeiro para fevereiro, os preços dos alimentos se mantiveram em alta, mas diminuiram o ritmo (de 1,13% para 0,96%). Entre os destaques de alta nesta categoria, ficaram açúcar refinado (10,9%), açúcar cristal (10,48%), tomate (17,26%), leite pasteurizado (2,84%) e arroz (4,45%).

O IBGE mostra também que os combustíveis tiveram resultados mais brandos em fevereiro, com a inflação passando de 2,08% para 1,14%. Com a influência do preço do álcool, cuja variação foi de 3,21% no mês passado contra 11,09% de janeiro, a gasolina passou para 0,97% em fevereiro contra 1,33% de janeiro.

"A menor taxa de variação dos combustíveis, de um mês para o outro, pode ser explicada pela redução dos impostos aliada a diminuição de 25% para 20% de álcool anidro na composição da gasolina", diz a pesquisa.

Por regiões pesquisadas,  o maior IPCA ficou com Belém (1,37%), puxado pela alta de 1,58% nos preços dos alimentos. Por outro lado, o menor índice ficou com Fortaleza (0,1%), apoiado na variação pequena dos preços dos alimentos (0,29%), e também proque o reajuste das mensalidades escolares ainda não foi apropriado.

(Com informações da Reuters)

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