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Lula culpa empresas privadas por estagnação do PIB em 2009

Maurício Savarese

Do UOL Notícias, em São Paulo

Após a estagnação do PIB em 2009, no pior resultado anual em 17 anos mas com tendência de forte avanço por conta dos números do 4º trimestre, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu a parte negativa do anúncio às empresas privadas nesta sexta-feira (12).

"Não sei como vocês passaram o ano passado. Mas se tem um país em que o povo não vivenciou a crise foi este aqui. O que aconteceu no Brasil foi que alguns setores empresariais ficaram com medo e deram um cavalo de pau no seu investimento", afirmou o presidente durante evento para marcar a primeira etapa da ampliação e modernização da refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR), na região metropolitana de Curitiba.

"Todo mundo se lembra quando o crédito desapareceu. Nenhum empresário que fosse cliente há 30 anos de um banco conseguia um empréstimo. Foi exatamente o governo que resolveu tomar a decisão de fazer o Banco do Brasil comprar mais bancos para que ele tivesse mais crédito e reativar a economia", afirmou.

Lula foi ao evento acompanhado da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua candidata à Presidência, do governador do Paraná, Roberto Requião, e do presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli. O presidente aproveitou também para ironizar comentaristas econômicos da mídia.
"Eu vi a cara de algumas pessoas na televisão. Alguns tinham a ponta de um sorriso. 'Finalmente. Finalmente nós pegamos o Lula porque o PIB dele não cresceu'", ironizou o petista.

Na quinta-feira, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu 0,2% em 2009, para R$ 3,143 trilhões. Este é o primeiro resultado negativo desde 1992, quando a variação foi de -0,5%. No quarto trimestre, porém, a economia expandiu-se 2% em relação aos três meses imediatamente anteriores.

O dado veio dentro do esperado pelo mercado. Segundo pesquisa da Reuters, analistas apostavam em crescimento de 2,1% para o quarto trimestre, mas uma retração de 0,2% para o resultado fechado do ano.

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