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Mulheres são maioria dos empreendedores no país, diz Sebrae

Da Redação, em São Paulo

A taxa de empreendedorismo das mulheres brasileiras no país superou a dos homens em 2009. Elas representaram 53% dos empreendedores brasileiros no ano passado. Além disso, pela primeira vez, as mulheres são maioria entre aqueles que empreendem por oportunidade, representando 53,4% do universo empresarial.

Os dados fazem parte da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, divulgada nesta terça-feira pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

Em 2007, ano em que a proporção de mulheres envolvidas em atividades empreendedoras também foi maior do que a dos homens, a participação delas nos negócios por oportunidade foi inferior, evidenciando que mais um reduto tipicamente masculino, o de empreendedorismo por oportunidade, foi alcançado pela parcela feminina da população brasileira.

Segundo o estudo, as mulheres estão empreendendo mais e com mais qualidade. O dados também indicam que a mulher brasileira é historicamente uma das mais empreendedoras no mundo. Em 2009, além do Brasil, apenas outros dois países registraram taxas de empreendedorismo feminino mais elevadas que as taxas de empreendedorismo masculino: Guatemala e Tonga.

Motivação

Quanto à motivação para abrir um novo negócio, tanto o empreendedorismo por oportunidade quanto aquele feito por necessidade registraram aumento em suas taxas em 2009.

Dos 15,3% que empreendem, 9,4% o fazem por oportunidade e 5,9% por necessidade. Ou seja, para cada 1,6 empreendedores por oportunidade há 1 que o faz por necessidade. Embora esta razão tenha diminuído, comparado a 2008, quando a razão era de 2 para 1, o percentual dos que empreendem por oportunidade nunca foi tão elevada (9,4%). Em 2008, era 8%.

Para especialistas, o empreendedor que abre um negócio por oportunidade, ao identificar um novo produto ou serviço ou uma região com carência de determinada empresa, tem maiores chances de manter o negócio do que aquele que o faz por necessidade, sem muitas vezes identificar o melhor nicho ou área de atuação.

A pesquisa é coordenada internacionalmente por institutos como o London Business School e o Babson College, a edição deste ano foi desenvolvida em 54 países. Essa é a décima participação consecutiva do Brasil na pesquisa.

Inovação

A grande maioria dos empreendedores consultados pela pesquisa afirma que os produtos ou serviços disponibilizados na nova empresa serão conhecidos por todos os consumidores -- o índice é de pouco mais de 80%, considerando-se a média do período 2004 a 2009.

Dito de outra forma, o Brasil possui um dos menores índices de "novidade de produto" entre todos os países participantes: pouco mais de 15% dos empreendedores afirmam que seu produto será reconhecido como novidade por pelo menos alguns de seus consumidores.

Em 2009, apenas 5,4% dos empreendedores afirmaram que o produto que comercializam é novidade para todos.

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