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BM&FBovespa recebe título de grau de investimento de agência de risco

Da Redação, em São Paulo

A BM&FBovespa obteve o grau de investimento da agência de classificação de risco Moody's. Em escala global, a dívida em moeda local da Bolsa recebeu nota A1, com perspectiva estável, o que significa grau de investimento "médio-alto" na metodologia da atribuidora. Em escala nacional, a dívida recebeu a nota Aaa.br, também com persectiva estável, que corresponde ao mais elevado nível do grau de investimento, segundo a Moody's.

Esta é a primeira vez que a BM&FBovespa recebe uma avaliação de risco da agência.

Uma agência de risco atribui o grau de investimento a uma empresa quando acredita que ela tem condição de honrar seus compromissos financeiros e, portanto, as chances de quebrar são muito pequenas. Com este rating (nota), a empresa passa a ser vista como de baixo risco para aplicações financeiras de estrangeiros.

De acordo com a Moody's, a BM&FBovespa obteve o grau de investimento, pois é a única Bolsa no mercado de ações e derivativos no Brasil e, como não possui concorrência, a empresa consegue uma forte geração de caixa e elevadas margens de lucro.

"Estas características constituem o principal componente da força de crédito da BM&FBOVESPA, que tem elevada flexibilidade financeira, o que a Moody's acredita que seria mantido no médio prazo", diz a agência.

Para os técnicos da Moody's, é grande a possibilidade de, no longo prazo, os mercados financeiros e de capitais do Brasil permanecerem com a atual trajetóría de crescimento. Como exemplo, eles citam futuras parcerias estratégicas que a BM&FBovespa possa vir a fazer, como a que realizou com o CME Group, controlador da Bolsa de Chicago, em 2008.

"As parcerias devem reforçar a robustez da franquia, elevando a capacidade de diversificação de receitas e sua posição no mercado global", afirma a Moody's.

Apesar do grau de investimento, a Moody's destaca que a BM&FBovespa terá três principais desafios pela frente, que são:

  1. administrar o risco operacional, de crédito, mercado e liquidez nas quatro câmaras de compensação (ações, derivativos, títulos do governo e câmbio);
  2. manter os investimentos em tecnologia para não ficar com sesus sistemas obsoletas;
  3. lidar com as ameaças competitivas que podem prejudicar sua participação de mercado

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