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Governo não quer que real se valorize mais, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira (6) que o Brasil não pode permitir exageros na valorização do real ante as moedas estrangeiras. Segundo o ministro, a desvalorização das moedas de países desenvolvidos têm trazido uma desvantagem comercial muito grande para o Brasil.

Mantega afirmou, no entanto, que o atual patamar do real em relação ao dólar – em que a moeda americana vale um pouco mais do que R$ 1,70 – é "razoável". De acordo com ele, há uma preocupação para que o real não se valorize demais.

"É claro que temos que admitir uma certa valorização, como temos admitido. Adotamos o câmbio flutuante, que é o melhor método que tem. Porém, a gente procura coibir abusos para a valorização da moeda", disse Mantega, que participou de uma cerimônia na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro.

O ministro disse esperar que a moeda chinesa (o yuan) se valorize mais, a fim de que os produtos brasileiros seja competitivos no mercado externo, em relação aos da China.

De acordo com Mantega, a força da moeda brasileira é mostrada, por exemplo, nas transações no mercado futuro, onde o real é hoje a segunda moeda mais utilizada nesse tipo de operações, perdendo apenas para o dólar e ficando à frente do euro, da libra e do iene.

Inflação

Mantega também comentou os dados divulgados nesta manhã mostrando que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, ficou estabilizado pelo segundo mês seguido.

Em julho, o índice ficou praticamente estável ao registrar ligeira alta de 0,01%. A taxa ficou muito próxima ao observado no mês anterior, quando ficou estável (ou seja, registrou 0%).

"(A estabilidade) está demonstrando a tese que nós (governo) defendemos desde o início do ano, de que a inflação tinha subido por um choque de alimentos... Eu tinha dito que os alimentos iam voltar à normalidade."

"A economia brasileira não tem uma pressão de demanda. Falavam que a economia estava superaquecida... Não é verdade", acrescentou ele, prevendo para 2010 uma inflação de 5% a 5,2%.

A meta de inflação do Banco Central para este ano é de 4,5%, com variação de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, ou seja, a inflação poderia ir de 2,5% a 6,5%. O índice de 4,5% é chamado de centro da meta, pois está bem no meio dos extremos.

(Com informações da Agência Brasil e Reuters)

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