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Síria nega uso de armas químicas e desafia mundo a fornecer provas

O ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid Moualem, negou categoricamente que seu país tenha realizado um ataque químico. Em coletiva de imprensa em Damasco, ele desafiou o mundo a fornecer provas de que o governo sírio esteja por trás do suposto ataque com armas químicas ocorrido na semana passada no subúrbio da capital do país.

Moualem acusou ainda o secretário americano de Estado, John Kerry, de mentir ao afirmar que existem evidências "irrefutáveis" de um ataque com armas químicas de grande escala na Síria. Ontem mesmo, o governo sírio, por meio da agência estatal Sana, reagiu ao comentário do representante americano.

"Estamos ouvindo os tambores da guerra em torno de nós. Se os países desejam lançar uma agressão ou uma ação militar contra a Síria, acredito que o pretexto das armas químicas é falso e sem fundamento. Como disse, eu desafio a apresentar qualquer prova que tenham", sustentou o ministro.

Moualem disse ainda que foi adiada a segunda visita dos inspetores da ONU ao local do alegado ataque químico por causa de disputas entre rebeldes, conforme reportagem da agência Al Jazeera.

Na semana passada, mais de 1,3 mil pessoas morreram em um suposto ataque com armas químicas no subúrbio de Damasco. A oposição síria acusa o governo do presidente de Bashar Al-Assad de estar por trás da ação.

Ontem, uma equipe da ONU se dirigiu ao local para investigar o caso. Ao se deslocar para a área, o comboio de veículos do organismo foi alvo de atiradores.

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