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Sem susto com IPCA-15 de março, juros futuros caem

Depois de uma rodada expressiva de alta ao longo da semana, em meio ao agravamento das preocupações com a inflação, os juros futuros recuaram hoje na BM&F. Investidores aproveitaram a apreciação do real e o IPCA-15 de março levemente abaixo do esperado para embolsar lucros e reduzir parte dos prêmios elevados carregados pelos DIs.

O contrato do DI com vencimento em janeiro de 2015 era negociado a 11,22% (ante 11,25% na quinta-feira, após ajustes). O DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 12,74% (ante 12,84% na quinta).

O IPCA-15 subiu 0,73% em março, aceleração ante fevereiro (0,70%), mas abaixo da média das expectativas dos analistas ouvidos pelo Valor Data, de 0,76%. Mesmo assim, a inflação acumulada em 12 meses saltou de 5,65% para 5,90%. Segundo operadores, parte da alta de ontem dos juros futuros se deu por conta de um posicionamento de tesourarias para um IPCA-15 ainda mais elevado. Como a inflação não destoou muito das estimativas, abriu-se espaço para uma leve correção das taxas no pregão de hoje.

Se o índice não trouxe um desastre, com variação na cada de 0,80% como alguns cogitavam, tampouco desanuviou o horizonte inflacionário. Em relatório, o economista Elson Teles, da equipe de pesquisa macroeconômica do Banco Itaú, projeta alta de 0,80% do IPCA este mês, com a taxa acumulada em 12 meses subindo para 6%.

Além do IPCA-15 menor do que se esperava, investidores também encontraram no recuo do dólar e da remuneração dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) para tirar um pouco de gordura das taxas. Por tudo isso, estrategistas consideram que as quedas de hoje foram pontuais e que a tendência ainda é de alta dos juros futuros.

Além dos estragos do choque de preços dos alimentos nos índices de inflação às vésperas do encontro do Copom, nos dias 1 e 2 de abril, sai na próxima semana o resultado primário do Governo Central em fevereiro. Um número decepcionante pode correr ainda mais a já abalada confiança do mercado na capacidade do governo cumprir sem malabarismos fiscais a meta de economizar 1,9% do PIB este ano.

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