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IGP-M acelera para 1,67% em março, puxado pelos preços no atacado

Puxado por uma forte alta nos preços agropecuários no atacado e por alimentos mais caros no varejo, o Índice Geral de Preços -Mercado (IGP-M) subiu 1,67% em março, vindo de um aumento de 0,38% um mês antes, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). No mesmo período do ano passado, a inflação tinha sido mais branda, de 0,21%.

O resultado de março ficou acima da média de 1,53% apurada pelo Valor Data junto a 18 consultorias e instituições financeiras. Também ficou acima do teto do intervalo das estimativas, de 1,45% a 1,60%.

Nos primeiros três meses de 2014, o IGP-M acumulou alta de 2,55% e, em 12 meses, registrou avanço de 7,30%.

Em março, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 2,20%, depois de um aumento de 0,27% no segundo mês de 2014. Os preços agropecuários deixaram para trás uma queda de 0,61% para alta de 6,16%. Os produtos industriais foram de um aumento de 0,59% para 0,76%.

Entre os produtos agropecuários que mais influenciaram a alta do IPA estão café em grão (8,54% para 34,47%), ovos (1,33% para 25,37%), soja em grão (-6,38% para 4,06%), milho em grão (2,48% para 10,95%) e bovinos (1,41% para 3,85%).

Na outra ponta, entre as principais baixas, apareceram minério de ferro (0,73% para -1,93%), suínos (-1,33% para -9,32%), arroz em casca (1,32% para -3,86%) e mamão (0,97% para -8,81%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou de 0,70% em fevereiro para 0,82% um mês depois, puxado por Alimentação (0,49% para 1,55%), com destaque para o comportamento do item hortaliças e legumes (-1,24% para 19,44%).

Também subiram mais Transportes (0,65% para 0,78%) e Comunicação (0,21% para 0,23%), por conta, principalmente, de etanol (0,16% para 2,20%) e pacotes de telefonia fixa e internet (0,09% para 1,06%). Vestuário foi de queda de 0,04% para elevação de 0,25%.

Em contrapartida, houve abrandamento no ritmo de aumento em Educação, leitura e recreação (1,91% para 0,67%), Despesas diversas (2,21% para 0,36%), Habitação (0,69% para 0,63%) e Saúde e cuidados pessoais (0,56% para 0,49%).

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou em março variação positiva de 0,22%, metade da taxa de fevereiro, de 0,44%.

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