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29/06/2009 - 09h01

Interpretações erradas do cotidiano podem comprometer o trabalho

SÃO PAULO - A insatisfação com a vida, seja ela causada por problemas pessoais ou profissionais, pode levar o profissional a interpretar de maneira errada alguns processos rotineiros do ambiente de trabalho. Então, antes de tomar uma decisão equivocada ou até mesmo prejudicar a produtividade, é preciso ficar atento.

De acordo com a analista de Recursos Humanos do Grupo Soma, Jane Souza, uma das concepções erradas mais comuns no ambiente corporativo é aquele profissional que tem falhas no seu trabalho, mas não busca formas de se aperfeiçoar, como o ingresso em cursos técnicos. Assim, esse profissional começa a errar o seu julgamento quando acha que o equívoco está na empresa e não nas competências dele.

Demissões

Jane também destacou que outra situação que pode induzir a uma interpretação errada da empresa é quando há uma demissão de um colega de equipe. Ao ocorrer este fato, outro funcionário do mesmo setor pode achar que esse desligamento ocorreu por conta da crise e que o próximo da lista pode ser ele. Porém, na realidade, esse corte aconteceu porque o funcionário não se adaptou à empresa.

Além disso, as transferências de funcionários também podem ser encaradas de forma errônea. Ao transferir um funcionário para outro segmento da empresa, logo os seus colegas podem imaginar que o setor irá acabar e todos da área estarão propensos a perder os seus empregos ou mudar de departamento. Quando, na verdade, essa transferência pode ter acontecido devido a uma promoção.

Falando em promoção, a analista lembra que esse pode ser um fato para diversos tipos de interpretação. O profissional, com a promoção de um colega, se questiona o porquâ aquela pessoa conseguiu e ele não e, a partir daí, cometer um erro bem corriqueiro, pensar que ele não conseguiu a promoção porque fez algo de errado. Sem pensar que a experiência do seu colega foi o fator determinante para a sua promoção.

Por ter pensamentos fora da realidade, a analista revela que o profissional acaba tendo um rendimento abaixo do esperado, comprometendo a qualidade do seu trabalho na empresa.

Empresa também erra!

Mas não são só os profissionais que cometem erros de interpretação. Segundo a consultora de RH (recursos humanos) e diretora-executiva da Clarz Management, Luciana Botelho, a empresa pode errar no momento da contratação. Geralmente, as organizações colocam nas descrições de cargos apenas as competências técnicas necessárias e a função que o profissional terá na empresa, esquecendo de mencionar as competências comportamentais.

Assim, depois de contratado, o funcionário é demitido por não ter os comportamentos que a empresa preza e acaba pensando que o corte ocorreu por falta de competência técnica.

Outro errro da companhia é informar que há oportunidades de ascensão de cargos rápidas, sendo que a realidade é bem diferente. "Diante disso, a reação mais esperada do funcionário é a insatisfação", ressaltou Luciana.

Para evitar esses transtornos, a consultora aconselha que a empresa tenha um plano de ação e melhoria de performance bem definidos e os novos funcionários, por sua vez, devem tentar fazer a leitura da organização, conhecendo as suas características e metas.

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