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28/07/2009 - 08h50

Negócios orientais? Investir no mandarim pode ser a saída para não cometer gafes

SÃO PAULO - Profissionais que possuem negócios com a China, maior parceiro comercial do Brasil, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, enfrentam uma barreira quando viajam para o continente asiático: a dificuldade em se comunicar.

"Para alguns profissionais, aprender o mandarim, especialmente para aqueles que lidam com o comércio e com o direito internacional, é essencial", afirma o diretor do Instituto Confúcio da Unesp (instituto que ensina mandarim da Universidade Estadual Paulista), Jézio Gutierre.

"Na China, em cidades centrais, é difícil encontrar alguém que saiba se comunicar em outras línguas como o inglês, o francês e o alemão. Logo, o profissional que viaja para esse país sem ter uma noção de mandarim pode ficar, por exemplo, impossibilitado de se locomover, por não saber pedir e orientar um táxi", explica.

Desafios

Entre os desafios de se aprender a língua, que é totalmente diferente do português, Guttierre destaca o entendimento de caracteres suficientes para manter uma conversa regular.

"Fazer o uso adequado de cada caractere é um desafio para os profissionais brasileiros que querem aprender o mandarim. Isso porque, algumas vezes, um único caractere equivale a uma sentença inteira ou pode ter diversos significados".

Para manter um diálogo do dia a dia, como fazer um pedido em um restaurante ou utilizar o serviço de um táxi indicando a direção para o motorista, Gutierre afirma que é necessário um vocabulário de 300 a 500 caracteres. Já para manter uma conversa articulada, sem a presença de um intermediador, é preciso ter o conhecimento de mais de 7 mil caracteres.

Segundo o diretor, o aprendizado básico da língua varia conforme o talento, a capacidade de absorção do aluno e o método utilizado pela instituição. Apesar disso, o nível básico de mandarim só pode ser alcançado com o mínimo de um ano e seis meses de estudos.

Com relação aos preços dos cursos, Gutierre disse que é equivalente à média cobrada pelas instituições que ensinam inglês e espanhol.

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