UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

31/07/2009 - 15h50

Profissionais empregados têm maior poder de barganha nos processos seletivos

SÃO PAULO - Na procura por uma recolocação no mercado de trabalho, profissionais empregados têm mais sucesso na elevação do salário do que os desempregados. É o que diz uma pesquisa realizada pela Catho Online com 16.207 pessoas.

Segundo o levantamento, neste ano, 72,5% dos profissionais empregados conseguiram uma nova colocação com um salário mais elevado do que o que recebiam. No ano de 2007, o percentual foi de 68,7%.

Por outro lado, neste ano, entre os profissionais desempregados, 44,7% afirmaram que tiveram uma proposta de emprego com um salário superior ao do seu antigo emprego. O resultado é maior do que o alcançado há dois anos, quando 40,4% dos consultados relataram esse fato.

"O profissional que está no mercado possui mais oportunidade de realizar cursos e outras atividades que promovam a atualização e reciclagem profissional, o que conta muito na hora de pleitear um aumento junto ao atual empregador na negociação salarial", diz o diretor de Marketing da Catho Online, Adriano Meirinho.

Ele explica ainda que "não é que o profissional desempregado deixe de ser atualizado, mas, por estar em uma situação de desvantagem, é mais difícil negociar uma remuneração maior do que ao antigo emprego".

Valores

Dentre aqueles que conseguiram um novo emprego, empregados ou desempregados, a pesquisa constatou que a maior parte (34,5%) teve um aumento de salário entre 11% e 20%. No ano de 2007, por sua vez, a maior parte (27,9% ) dos profissionais consultados teve uma proposta salarial superior de 21% a 30% em relação ao salário anterior.

Neste ano, entre os profissionais empregados, a maior parte (19,3%) disse que recebeu uma proposta salarial de 21% a 31% maior do que a sua atual remuneração. Já com relação aos profissionais desempregados, a maior parte (28,7%) teve uma proposta salarial de 11% a 20% superior ao seu emprego anterior.

Benefícios

Com relação aos benefícios, 61,5% dos profissionais empregados disseram que receberam propostas superiores aos obtidos no atual emprego. Outros 26,3% relataram que os benefícios foram iguais e 12,2%, inferiores.

Já entre os desempregados, na mesma base comparativa, 43,9% afirmaram que receberam benefícios superiores aos do antigo emprego, enquanto outros 30% disseram que foram os mesmos e 26,1% contaram que tiveram propostas inferiores.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host