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17/08/2009 - 08h52

Brasil não é influente na cultura, mas se destaca na economia, dizem executivos

SÃO PAULO - Os executivos não acreditam que o Brasil é um país influente no que se refere à cultura e à tecnologia, mas que ele tem seu peso nas decisões mundiais em âmbito econômico. É o que revela uma pesquisa da Quorum Brasil.

Em um escala de 1 a 10*, na qual quanto mais próxima de 10 for a nota, maior a influência do Brasil no mundo, o tema "Meio ambiente" ficou com 5,7; "Economia", com 5,1; "Relações Internacionais", com 5; "Comércio Internacional", com 4,9; "Cultura", com 4,3; e "Tecnologia", com 3,8.

Daqui a dez anos

A pesquisa questionou os empresários quanto aos setores sobre os quais o Brasil terá influência, no contexto mundial, daqui a dez anos. Veja o resultado:


  • Agropecuário: 7,4
  • Industrial: 6,3
  • Financeiro: 6,2
  • Turismo: 6,2
  • Medicina e saúde: 5,4


No setor agropecuário, os entrevistados disseram que a tendência é que o Brasil se destaque nos seguintes segmentos: grãos (35%), pecuária (29%), açúcar/cana de açúcar (15%), commodities (11%) e álcool/biocombustíveis (10%).

Quanto ao setor industrial, os empresários indicaram os seguintes segmentos: petrolífero/petroquímico (25%), automobilístico (22%), agronegócio (18%), energia (13%), siderúrgico (13%), informática/automação (12%), extração mineral (10%), transporte (10%), químico/farmacêutico (8%) e papel e celulose (7%).

No turismo, os segmentos de destaque serão: litorâneo (21%), ecoturismo (21%), Copa do Mundo (12%) e resorts/hotéis (8%).

Riscos para o Brasil

Outra pergunta feita aos empresários foi "Qual é o maior risco do Brasil nos próximos anos?". Para a maioria dos respondentes, é o "cenário político instável", com 26%. A "perda de competitividade para outros países" foi citada por 24%. Outras respostas dadas foram:


  • Corrupção, a desonestidade e a falta de credibilidade (18%)


  • Má administração pública e a falta de planejamento (14%)


  • Infraestrutura deficitária e ineficiente (8%)


  • Interrupção da política monetária (6%)


  • Modelo educacional ruim e falta de mão-de-obra especializada: 3%


  • Degradação do meio ambiente: 2%


O levantamento ouviu empresários e executivos de todo o Brasil, sendo 54% deles do setor industrial, 42% de serviços e 4% do financeiro. Quanto ao porte, 42% são de grandes empresas, 18% de pequenas e 40% de médias. No total, foram cem entrevistas, realizadas entre os dias 15 e 25 de julho.

*Significado das notas: De 1 a 3 - baixíssimo destaque; De 3 a 5 - baixo destaque; De 5 a 7 - médio destaque; De 7 a 9 - alto destaque; 9 a 10 - influência decisiva.

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