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26/08/2009 - 08h59

Aposentadoria? Que nada. Mulheres retomam a vida profissional aos 50 anos

SÃO PAULO - Ao completar 50 anos, muitos são os profissionais que já começam a fazer contagem regressiva para a aposentadoria. Porém, na última década, isso tem mudado, principalmente entre as mulheres. Muitas delas estão substituindo a tranquilidade da casa por um novo capítulo na vida profissional.

Segundo um estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a única faixa etária a aumentar a sua participação na população ocupada foi a acima de 50 anos, considerando homens e mulheres e o período de 2003 a 2007. De acordo com a mesma pesquisa, em abril deste ano, um terço das pessoas acima de 50 anos trabalhava por conta própria.

Empreendendo aos 50

Para a palestrante empresarial e comportamental, Fádua Sleiman, a explicação para que mulheres busquem ter o próprio negócio está na combinação da inclinação dos brasileiros em empreender e no aumento da expectativa de vida no País.

Porém, Fádua lembra que, mesmo com a experiência e maturidade dos 50 anos, é necessário ter cuidados ao abrir um negócio próprio. "Empreender aos 50 anos tem algumas vantagens, mas se está sujeito às mesmas armadilhas de começar um negócio do zero em idade mais jovem. São erros comuns entre todos os 'calouros' do empreendedorismo deixar de estudar o mercado em que se vai entrar ou não incluir no planejamento de gastos o montante necessário para o capital de giro", explica.

A empresária também lembra que estratégia importante é o networking, ou a rede de contatos. "É importante que as profissionais, independentemente da idade, prestem mais atenção ao cultivo da rede de contatos".

Maturidade e crise econômica

Se a crise econômica pode significar um desestímulo para os profissionais com mais de 45 anos, devido ao fato de que muitas empresas substituem esses funcionários por pessoas mais jovens, para Fádua, é um período bom para a aquisição de experiência.

"Uma das sugestões é de que a profissional madura deve demonstrar disponibilidade para atuar como prestadora de serviços, pois desta maneira ela se torna bem mais interessante para a organização, já que não sairá tão cara e contribuirá com sua experiência. Com isso, ela pode voltar ao mercado de trabalho, atuando independentemente", afirma.

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