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27/08/2009 - 13h50

Como as empresas procuram executivos qualificados no mercado de trabalho?

SÃO PAULO - O mercado de trabalho para executivos é bastante dinâmico, já que as empresas estão sempre em busca de profissional de qualidade. Mas como as organizações contratam os executivos?

De acordo com o diretor da Laerte Cordeiro Consultores em Recursos Humanos, Laerte Leite Cordeiro, uma das formas utilizadas pelas empresas na caça desses profissionais é o network interno.

"As empresas usam o network de seus próprios executivos para conseguir indicações e recomendações de bons executivos para contratar. Quando não conseguem por esse meio barato e seguro, partem para outras alternativas de procura no mercado".

Alternativas

Sem êxito com o network, as empresas passam a procurar executivos utilizando os serviços de headhunters (caça-talentos). "Os headhunters estão sempre à mão para realizar a busca de forma sigilosa e eficiente", destaca Cordeiro.

Outro meio são as empresas de outplacement (recolocação). "As empresas de outplacement que assessoram executivos em busca de emprego constituem-se em celeiros de profissionais disponíveis para a contratação".

Cordeiro destaca ainda a forma mais tradicional de procurar profissionais, a publicação de anúncios em jornais e revistas, que "trazem candidatos rapidamente, mas que obrigam a empresa a realizar processos seletivos internos, para os quais nem sempre ela está preparada".

A crise

No início de 2009, o temor de demissões entre os executivos aumentou, devido à crise econômica mundial. "A verdade é que ficamos todos assustados. As consultorias de apoio à recolocação profissional se aprestavam para oferecer o melhor serviço aos executivos que, em grande número, correriam em busca de ajuda para suas carreiras, eventualmente interrompidas pelas demissões promovidas pela crise", explica Cordeiro.

Os headhunters também acreditavam que as portas estariam totalmente fechadas ao ingresso de novos profissionais nas empresas em crise.

Entretanto, as demissões em grandes proporções não aconteceram. "Muitas empresas, preocupadas com o futuro próximo, seguraram as suas admissões, mas não se observou uma parada absoluta nas oportunidades de empregos oferecidas".

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