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14/09/2009 - 10h50

Crise traz impactos negativos e faz cair salários dos CEOs brasileiros

SÃO PAULO - A crise econômica mundial teve impacto negativo na remuneração dos executivos atuantes em empresas brasileiras. O salário-base dos CEOs (diretores-executivos) recuou 2,2% neste ano. Levando-se em consideração as bonificações, a queda foi maior, de 4,3%.

Entre 2007 e o ano passado, o salário-base dos CEOs havia registrado alta de 4,4%. Com as bonificações, a alta havia sido de 9,8%.

Já os demais executivos tiveram, neste ano, ligeira alta de 2,6% no salário-base e de 2,8% na remuneração mais as bonificações. Os dados fazem parte da pesquisa "Top Executive Compensation", que contou com a participação de 2.689 executivos de 227 organizações, divulgada pela Hay Group.

Profissionais estrangeiros

Outro assunto abordado pela pesquisa foi como as empresas brasileiras remuneram os profissionais de outros países.

Segundo a pesquisa, no Brasil, 43% das empresas possuem em seu quadro de colaboradores executivos contratados no exterior. Deste total, a maioria (87%) ocupa cargos de vice-presidência e diretoria, sendo os 13% restantes formados por presidentes ou CEOs.

Entre essas empresas, 33% utilizam o sistema no qual a remuneração (salário, bônus etc.) permanece baseada no país de origem, em moeda estrangeira. Além disso, nestes casos, são somadas condições especiais de expatriação, como adicional de custo de vida, prêmio expatriação, entre outras.

Já 30% das empresas adotam uma modalidade na qual o salário e outros benefícios são orientados pelo mercado local. Nela, a remuneração é feita baseada na moeda local, mas o profissional pode ser contemplado com os benefícios de expatriação. Geralmente, essa modalidade de remuneração está associada à expatriação de longo período (cinco anos ou mais). Os benefícios como planos de pensão e seguro de vida costumam ser baseados no país de origem.

Com relação ao tipo de contrato estabelecido com os expatriados, 84% adotam por tempo determinado, com vigência de dois anos para grande parte das empresas (44%). Sobre os principais tipos de programas para profissionais estrangeiros, a maioria das empresas (74%) adota a transferência a longo prazo e as outras 37%, a realização da carreira internacional.

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