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19/11/2009 - 08h57

Estudantes de educação a distância ainda sofrem discriminação

SÃO PAULO - Estudantes e formandos de cursos de educação a distância (EAD) ainda sofrem discriminação para se inserirem no mercado de trabalho, segundo revela levantamento da ABE-EAD (Associação Brasileira de Estudantes de Ensino a Distância).

Dentre os principais problemas, estão a dificuldade para conseguir estágio, dúvida por parte das empresas sobre a validade dos cursos, impedimento para conseguir registro profissional e até para participar de concursos públicos.

Desconhecimento Para o presidente da Associação, Ricardo Holz, os problemas têm origem no desconhecimento sobre os cursos. "Hoje, os profissionais formados em EADs não enfrentam preconceito nas grandes empresas. Porém, ainda há muita resistência nas pequenas e médias empresas, onde se acredita que os cursos a distância são de segunda categoria. Além disso, há muita discriminação nas instituições públicas", diz.

Ainda de acordo com Holz, os profissionais das áreas de Educação e Direito (pós-graduação) são os que mais enfrentam dificuldades para se inserirem no mercado de trabalho.

EAD Caracterizado por permitir que o estudante não esteja fisicamente presente em um ambiente formal de ensino, além de possibilitar que o curso seja feito em horários distintos, a Educação a Distância conta com mais de 2 milhões de alunos em todo o Brasil.

A maior parte deles (80%), segundo o presidente da ABE-EAD, é proveniente da escola pública, a metade tem renda familiar de até quatro salários mínimos e uma boa parcela tem 30 anos ou mais.

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