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11/01/2010 - 13h51

Mulheres são maioria entre novos médicos

SÃO PAULO - Os homens sempre foram maioria entre os novos médicos, porém esse cenário começou a mudar em 2006. Agora, as mulheres é que são maioria quando se trata de novos médicos, embora a presença masculina na profissão ainda seja superior.

De acordo com o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), entre os 3.029 formandos em Medicina que se inscreveram em 2009, 54% eram mulheres e 46%, homens.

Inversão

Em 1980, os homens representavam 66,43% das novas inscrições. Já em 2000, embora a presença masculina ainda fosse predominante, estava diminuindo e os homens representavam 55,39% dos novos inscritos no Cremesp.

A mudança de cenário ocorreu em 2006, quando as mulheres representaram 51,75% dos 3.030 novos registros no Conselho. Já no ano de 2007, elas respondiam por 52,78% e, em 2008, 52,96%.

"Tendo em vista tratar-se do quarto ano consecutivo com predomínio crescente das mulheres, a série histórica indica a tendência de feminilização da profissão médica no Estado de São Paulo", afirmou o presidente do Cremesp, Luiz Alberto Bacheschi.

Futuro

Apesar de ter havido aumento da presença feminina na inscrição de novos médicos, os homens ainda são maioria entre os profissionais em atividade. Entre os 101.087 médicos atuantes no Estado em janeiro de 2010, cerca de 60% eram do sexo masculino.

O equilíbrio de gênero deve demorar mais de uma década, mas em algumas especialidades isso já aconteça. No Estado de São Paulo, entre as 53 especialidades médicas, em 39 os homens são maioria. A presença deles chega a ser dez vezes maior em Ortopedia e Urologia.

Entretanto, as mulheres são maioria em especialidades como Pediatria e Dermatologia, especialidades em que elas chegam a ser cerca de quatro vezes mais numerosas que os homens.

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