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29/01/2010 - 12h57

Menos de 5% das lideranças em empresas globais são de fora do país-sede

SÃO PAULO – Estudo realizado pela Ernst & Young destacou que empresas que operam em mais de 25 países geralmente têm menos de 5% das lideranças seniores baseadas fora do país-sede.

De acordo com a pesquisa, isso não favorece a diversidade de pensamento e cultura, além de diminuir o incentivo à inovação, a qual é fomentada pelo confronto de ideias originárias de perspectivas diversas.

“A crise econômica exige que repensemos as maneiras como os negócios têm sido conduzidos. No topo da lista do que deve ser examinado, está a conexão entre diversidade no pensamento e inovação. As lideranças corporativas precisam pensar sobre como a falta de perspectivas diversificadas - tanto no nível de direção das organizações quanto no individual - pode afetar os planos de crescimento global, novos produtos ou fusões e aquisições”, afirmou o CEO global da Ernst & Young, James Turley.

Visão tradicional

Segundo o levantamento, a visão tradicional de diversidade, pela ótica de gênero ou raça, é muito estreita e deveria incluir outras diferenças, como repertório cultural, geração, educação, habilidades, personalidades e experiência de vida.

“No atual ambiente, lideranças com uma mentalidade verdadeiramente global, capazes de integrar perspectivas diversas, serão as mais bem posicionadas para conduzir a inovação, com sucesso, a longo prazo”, ressaltou a vice-presidente global de Políticas Públicas, Sustentabilidade e Integração com Stakeholders da Ernst & Young, Beth Brooke.

Princípios para os líderes

De acordo com a consultoria, os líderes devem considerar quatro princípios:

  • Captar a mentalidade: focar-se na liderança transformadora e pensar no que realmente é necessário para uma mudança cultural na organização;
  • Criar um espectro de talentos: proativamente desenvolver equipes diversas, encontrando talentos em lugares inesperados;
  • Antecipar a próxima grande ideia: alavancar a diversidade de pensamento e capacidade para identificar novos produtos e serviços;
  • Entender que o consenso nem sempre é desejável: confrontos saudáveis de ideias podem favorecer o desenvolvimento da empresa. Para que sejam efetivos, precisam ser moderados por uma gestão intercultural e inclusiva.
Sobre a pesquisa

O estudo foi apresentado na abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, e entrevistou 520 executivos seniores de empresas globais.

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