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05/03/2010 - 13h46

Mulheres têm quase cinco horas a mais de jornada semanal do que os homens

SÃO PAULO – A jornada semanal das mulheres, em casa e no trabalho, têm quase cinco horas a mais do que a dos homens. No total, são 57,1 horas, contando com 34,8 horas no trabalho e mais 20,9 horas de atividades domésticas. Já os homens têm uma jornada total de 52,3 horas, sendo 42,7 horas no trabalho e 9,2 horas de afazeres domésticos.

Os dados fazem parte de um levantamento realizado e divulgado na quinta-feira (4)  pela OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Apesar de as mulheres terem tido maior acesso aos empregos, as condições são mais precárias do que a dos homens. Embora compartilhem com eles o tempo de trabalho remunerado, a mudança não correu em relação à distribuição dos afazeres domésticos.

Elas buscam uma maneira de combinar a jornada de trabalho no mercado com o tempo destinado às tarefas domésticas. Como consequência, enfrentam mais dificuldades para ingressarem e permanecerem no mercado de trabalho e maiores níveis de informalidade.

Principal motivo

O principal motivo para a responsabilidade das atividades domésticas ser destinada às mulheres é cultural. Para a OIT, essa concepção reflete na insuficiência de políticas de conciliação entre trabalho e família e na não incorporação da ideia de co-responsabilidade compartilhada entre ambos os sexos.

Para a economia, essa situação gera custos, já que há um desperdício de força de trabalho, além de impactar diretamente a produtividade feminina, o clima organizacional e a rotatividade de profissionais. A pesquisa destacou que, em 2008, das 97 milhões de pessoas acima de 16 anos de idade presentes no mercado de trabalho, as mulheres representavam 43,7% do total, ou 42,5 milhões de profissionais.

Fecundidade e filhos

Em relação à taxa de fecundidade, entre as mulheres de 15 a 49 anos, para o período de 1991 a 2007, nota-se um queda de 2,9 para 1,95, dado abaixo de reposição da população, que é de 2,1.

Entre 1998 e 2008, observa-se um aumento de casais sem filhos, de 13,3% para 16,6%, enquanto reduziu de 55,8% para 48,2% o número de casais com filhos. Houve também uma alta de 16,7% para 17,2% no número de famílias com mulheres sem cônjuges e com filhos.

O número de famílias chefiadas por mulheres também aumentou, passando de 25,9% em 1998 para 34,9% em 2008.

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