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24/03/2010 - 15h26

Obesidade aumenta o absentismo no trabalho, diz médico

SÃO PAULO - O brasileiro engordou ao longo dos anos. Um levantamento realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que mais de 40% da população é considerada obesa ou com sobrepeso. Mas quais são os perigos da obesidade? Qual é o impacto da obesidade na carreira profissional?

De acordo com o médico e vice-presidente da ABQV (Associação Brasileira de Qualidade de Vida) Alberto Ogata, a obesidade está associada a doenças cardiovasculares, diabetes e certos tipos de cânceres.

Em relação ao trabalho, o médico afirma que, segundo pesquisas, o sobrepeso e a obesidade aumentam o absentismo no emprego, além de possibilitar gastos até 44% maiores com assistência médica. Ele acrescenta ainda que um estudo constatou aumento de 74% nas faltas acima de sete dias e 61% nas faltas de três a seis dias, quando comparados os profissionais de peso normal e os obesos. Ogata esclarece também que provavelmente, a obesidade, por si própria, poder ser um fator associado à perda de produtividade no trabalho.

Abordagem da questão

Para Ogata, o ambiente de trabalho tem se mostrado como um espaço privilegiado para abordagem da questão da obesidade, já que possibilita a realização de programa mais abrangentes, com mais participação, disseminação das informações, acompanhamento dos fatores de risco e apoio de mudanças comportamentais.

O médico declara ainda que esses programas constituem oportunidade única para os profissionais, pois eles podem participar das atividades no próprio ambiente de trabalho, com frequente apoio financeiro da empresa, e assim reduzir fatores de risco à saúde e melhorar a qualidade de vida.

“No entanto, para que se atinjam os melhores resultados, os programas devem ser bem elaborados, utilizando forte base científica e apoio técnico. Os estudos têm demonstrado que os programas de controle do peso realizados no ambiente de trabalho representam custo muito menor do que os realizados em clínicas ou hospitais especializados”, finaliza Ogata.

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