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09/04/2010 - 11h12

No mundo, jovens tardam mais início do trabalho, com exceção de emergentes

SÃO PAULO – Jovens de todo o mundo tardam cada vez mais a entrada no mercado de trabalho, com exceção daqueles que vivem em mercados emergentes, apontou estudo realizado pela Fundación Crearfutur, do governo da Catalunha.

No mundo, os dados mostraram que são poucos os que estudam e trabalham, o que significa que esses jovens assumem mais tarde as obrigações da idade adulta. Atualmente, 70% dos jovens entre 15 e 19 anos dedicam a maior parte de seu tempo para estudar e dependem da família.

O estudo foi realizado com jovens entre 12 e 14 anos (tweens) e de 15 a 19 anos (teens) de oito países: Espanha, Brasil, Estados Unidos, França, Japão, Reino Unido, México e China.

Futuro

De acordo com os dados, os jovens têm consciência de que são minoria na pirâmide social e se mostram otimistas quanto ao futuro. O ingresso deles no mercado de trabalho, em uma sociedade envelhecida, será imprescindível dentro de dez anos.

Neste período, quando já tiverem cerca de 25 anos, viverão nas casas dos pais em um ambiente urbano, onde o emprego será mais abundante. Suas tendências de consumo serão globais e priorizarão produtos pequenos, funcionais e acessíveis.

O tempo livre será totalmente tecnológico, em um mundo interconectado por 50 milhões de dispositivos multiuso, que permitirão a eles ter mobilidade, capacidade de estar em todos os lugares ao mesmo tempo e conectividade total.

Redes sociais

Para os jovens de hoje, o computador é imprescindível, porque permite conexão à internet para que se relacionem, se entretenham e se informem. No entanto, o que se percebe é que, com o tempo, os computadores perderão espaço para os dispositivos móveis.

Cerca de 68% dos teens usam redes sociais para contatar amigos e isso deve aumentar com o surgimento de novas redes, muito mais especializadas.

Eles permanecem em média 30 horas semanais conectados com os meios e se informam pela televisão e por noticiários on-line e blogs, ainda que digam que a imprensa escrita é a mais confiável.

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