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12/04/2010 - 15h57

Procura emprego? Fique atento: setor de serviços prevê contratação

SÃO PAULO - O setor de serviços está otimista para este ano. Um levantamento realizado pela Cebrasse (Central Brasileira do Setor de Serviços) aponta que a maioria dos empresários estima crescimento de até 6% no faturamento. E, para dar conta da demanda, será necessário contratar profissionais.

A pesquisa mostra que 83,4% dos entrevistados têm a previsão de crescimento na geração de empregos, ao ser comparado com 2009, e 66,7% apontam um percentual de crescimento de, no mínimo, 4%. Apenas 6,7% dos entrevistados têm a expectativa de que a geração de empregos ficará abaixo da registrada em 2009.

“É muito significativo termos quase 67% do empresariado projetando contratar em níveis de 4% a 6% maiores, ou mais. Vemos a sazonalidade sempre crescendo na faixa de 3% a 4%, com o PIB acumulado em torno de 8%. Assim, já tendo passado o primeiro trimestre, verificamos o otimismo marcando o humor dos empresários”, diz o presidente da Cebrasse, Paulo Lofreta.

Salário médio

O salário no setor pode variar de R$ 600 até acima de R$ 3 mil, mas a pesquisa indica que 36,7% dos entrevistados recebem até R$ 800,00, enquanto 49,9% recebem entre R$ 801,00 e R$ 1.200; e 13,4% recebem entre R$ 1.201,00 e R$ 2 mil. Confira a tabela abaixo:

Setor de serviços
Salário

Porcentagem

Até R$ 600 6,7%
R$ 601 a R$ 800 30%
R$ 801 a R$ 1 mil 26,7%
R$ 1.001 a R$ 1,2 mil 23,2%
R$ 1.201 a R$ 1,5 mil 6,7%
R$ 1.801 a R$ 2 mil 6,7%
O salário pode variar também dependendo da categoria. As entidades associativas têm 80% dos profissionais ganhando entre R$ 801 a R$ 1 mil. Nas empresas, a faixa salarial para 40% das pessoas está entre R$ 600 e R$ 800, enquanto 30% delas recebem média de R$ 1,1 mil. Nos sindicatos, os salários distribuem-se com equilíbrio entre as faixas de R$ 600 a R$ 2 mil.

Escolaridade

Em relação à escolaridade dos profissionais que atuam no setor de serviços, o estudo indica que 34% têm Ensino Médio e Superior Completo e incompletos são 31%. Profissionais com pós-graduação, mestrado e doutorado compõem a média de 8% dos contratados; o Ensino Fundamental foi concluído por 16%, enquanto 11% não completaram o curso.

"Em um País com índice de analfabetismo girando em torno de 7%, número que dobra quando falamos do Nordeste, ter apenas 11% do contingente com o Ensino Fundamental incompleto significa que nossa contratação é qualificada”, opina Lofreta.

O presidente da entidade destaca ainda que 51% dos associados à Cebrasse mostram preocupação em empregar profissionais com formação, pois 26% dos entrevistados não contratam pessoas com Ensino Fundamental incompleto.

A pesquisa indica ainda nível de 31% de não-admissão de pós-graduados, doutorados ou mestrados. Para a Cebrasse, isso mostra que é mais produtivo para a maioria das empresas ter profissionais de nível Médio, que podem ser capacitados e treinados internamente e têm menor peso na folha de pagamento.

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