UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

12/04/2010 - 13h50

Veja quando o capital erótico passa de positivo a negativo na carreira

SÃO PAULO – Recente estudo divulgado em Londres revelou que o capital erótico é positivo para a carreira, podendo gerar melhores posições e salários mais altos para os profissionais que o possuem. Mas será que ele é sempre bom para a carreira? Se você respondeu que não, está certo!

De acordo com a especialista em moda e comportamento no trabalho, Rosana Fa, o capital erótico – que, em suas palavras, nada mais é do que a capacidade de magnetizar e de se projetar de maneira positiva no outro, a partir de uma sensualidade natural – pode ser usado de maneira errada, chegando à vulgaridade, que é a sensualidade forçada.

Ela explicou que a sensualidade natural acontece a partir do momento que a pessoa se sente bem com o seu corpo, sua mente e seu trabalho, provocando uma atratividade nos demais. Já a sensualidade provocativa e forçada usa de artifícios baixos, que não são vistos de forma positiva no ambiente de trabalho.

Positivo e negativo

O capital erótico, quando usado de forma positiva, faz com que a pessoa passe credibilidade aos demais, além da impressão de honestidade, competência e persuasão. Daí a possibilidade de ser promovida mais rápido e de receber melhores salários. Porém, quando ele é usado de forma negativa, os efeitos para a carreira são desastrosos.

Ela deu o exemplo de um profissional musculoso que adora camisas curtas e apertadíssimas ou da profissional que gosta de usar decotes, que atraem olhares e comentários maldosos, o que pode prejudicar o ambiente de trabalho. Isso sem falar se os trajes forem usados em encontros com clientes e parceiros da empresa, quando não são nada adequados.

Sobre a diferença entre homens e mulheres, Rosana afirmou que o capital erótico usado de forma negativa acaba sendo mais ressaltado entre “elas”, já que ainda vivemos em uma sociedade machista. Isso acontece mesmo no Brasil, onde o erotismo é banalizado.

A banalização

E é exatamente por essa banalização que muitas pessoas acabam extrapolando na sensualidade, conta ela.

Isso ocorre porque, enquanto as empresas sérias não aceitam de forma alguma a sensualidade exacerbada, a sociedade em geral ressalta o comportamento. Ela exemplificou com os realities shows, programas em que o corpo e os atributos físicos falam mais alto, enquanto, nas empresas, o que se preza é a bondade, ética, competência técnica, entre outras qualidades.

“O profissional tem de encontrar um ponto de equilíbrio entre o que a sociedade enaltece e o que a empresa realmente espera dele”, indicou Rosana.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host