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15/04/2010 - 08h54

Empresas abrem portas para previdência mais barata aos profissionais

SÃO PAULO – A previdência privada tem sido cada vez mais usada de forma estratégica pelas empresas. E quem sai ganhando é o funcionário, que tem acesso a uma reserva de longo prazo com custos mais baixos do que aqueles que encontraria diretamente no mercado e ainda pode contar com a ajuda financeira da empresa.

De acordo com o sócio-diretor da consultoria de benefícios e gestão empresarial Torres Associados, Cristiano Lacerda, existem diversos modelos de previdência privada dentro das empresas. Em um deles, a companhia não tem participação na contribuições mensais, mas oferece taxas mais competitivas pelo contingente de profissionais que aderem ao plano.

“A empresa cede à seguradora o espaço para trabalhar. Do ponto de vista social, é relevante, porque abre portas para se ter uma previdência privada mais barata, mas não é estratégico para a companhia”, explicou. Além disso, existe o impacto emocional da medida, que é o profissional sentir que está sendo cuidado e que a empresa está preocupada com seu futuro.

Contribuições

Por outro lado, quando a empresa participa da acumulação de recursos, então, a previdência privada passa a ser mais útil para a captação e a retenção de talentos.

Para isso, a empresa impõe regras, como o profissional ter de ficar durante um determinado tempo trabalhando nela até que possa retirar todos os recursos da previdência privada, por exemplo. “Ela turbina a constituição de reserva do funcionário, mas equaliza o tempo de casa como retenção, de acordo com o tipo de negócio, com o turn over, com o período de um projeto”, disse.

Quando existe uma contrapartida financeira da empresa, Lacerda afirmou que a aceitação à previdência privada costuma atingir quase a totalidade dos funcionários.

Cargo e faixa etária

Segundo Lacerda, para a média gerência, esse tipo de benefício é visto com bons olhos e como diferencial para a aceitação de uma vaga no mercado de trabalho. Porém, para executivos do alto escalão, tem pouco diferencial, uma vez que esses profissionais contam com outras formas de remuneração, como bônus e benefícios de longo prazo.

Porém, a tendência é de que os mais novos aceitem mais a previdência privada. “Com muito tempo de contribuição, o valor cai e fica mais tangível e interessante. Então, os jovens estão pensando bastante nisso”.

De forma geral, Lacerda afirmou que os brasileiros estão conscientes da importância da previdência privada e que, quando as empresas oferecem o benefício, fica a cargo das seguradoras explicar o produto para os funcionários. “A constituição de reserva já é um benefício valorizado pelas pessoas”, disse.

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