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05/05/2010 - 13h45

Veja quando o currículo em redes sociais amplia chances de conseguir emprego

SÃO PAULO – Orkut, Facebook, Twitter. Essas são algumas das mais populares ferramentas que se disseminaram com a web 2.0. E, com elas, as chances de um profissional conseguir uma colocação no mercado de trabalho aumentaram. Porém, somente para aqueles que conseguem utilizá-las como meios para divulgar o currículo.

Elaborar um parece simples, mas em um cenário de interação como o de hoje, as informações por si só não bastam. “O importante é a visibilidade do profissional”, afirma o presidente da Curriculum, Marcelo Abrileri. “Em uma fase de recrutamento, o que conta é um bom currículo aliado a uma boa divulgação”.

A lógica é que, com as redes sociais, a visibilidade do currículo do profissional que as utiliza é maior e pode ajudá-lo. E não tem jeito, para se destacar em meio a milhões de pessoas que utilizam essas ferramentas, é preciso estar em muitas delas. “O profissional precisa fazer ações múltiplas, porque quando você está procurando emprego, você tem de se divulgar”, reforça Abrileri.

Dessa forma, não basta ter um currículo na rede. É preciso dizer a todos onde ele está e como acessá-lo.

Sem grandes impactos

Apesar de todas as vantagens que as redes sociais trazem ao profissional para que ele divulgue sua experiência, nem sempre elas têm peso na hora de as empresas recrutarem candidatos. Essas ferramentas ainda não substituem um processo de seleção clássico.

“De fato, as redes sociais têm tido uma participação importante para ativação de contatos, para buscar e divulgar informações”, diz Flávio Staudohar, consultor e sócio da Search RH. “Porém, não substitui o processo de busca por um profissional como é feito hoje”. Para ele, as redes sociais são apenas uma porta de informação.

“Hoje, o que ainda é importante é o network pessoal”, ressalta o consultor. E, para ele, esse cenário está longe de mudar.

Por isso, o consultor não acredita que um profissional que não seja adepto às novas tecnologias seja prejudicado por isso, uma vez que, por meio de seus contatos, é possível uma colocação no mercado. Mas Staudohar reconhece que quem está na web amplia sua rede de acessos.

Para os adeptos, o consultor aconselha a deixar o currículo disponível nas redes sociais mais informais, como o Facebook e Orkut. É lá que as empresas conseguem mais informações, além das profissionais. E aconselha a ser ativo em grupos de discussões, por exemplo. “As redes de relacionamento mais informais ajudam a agrupar e a estudar tendências de comportamento”, afirma.

Processos de seleção em transformação

Para o presidente da Curriculum, não é possível mais ignorar as tendências trazidas pela web 2.0. Mas ele concorda que, dependendo do perfil, elas não pesam tanto no processo de seleção. Na busca por profissionais muito específicos, de altos cargos, por exemplo, as empresas não buscam por meio de redes sociais. O contrário também é válido: profissionais de cargos muito operacionais também não precisam se preocupar tanto em disseminar o currículo pela rede.

“Já para aqueles profissionais intermediários, as informações nessas ferramentas ajudam muito na hora de buscar uma vaga no mercado”, reforça Abrileri. E não importa tanto em qual ferramenta você vai disponibilizar o seu currículo. “Eu acho que todas as ferramentas têm relevância”, diz, reforçando que o importante é ficar visível.

Hoje, existem ferramentas mais específicas que as redes sociais que ajudam o profissional nessa empreitada. Sites de currículos são exemplos e têm gerados bons frutos. “É bom para a empresa e para o profissional”, afirma Abrileri. Mas existem outras que não estão vinculadas a qualquer empresa, como o novo serviço que a Curriculum passou a disponibilizar nesta semana.

“A Curriculum desenvolveu um endereço específico e apropriado, unindo a plataforma de exibição limpa, sem anúncios publicitários, onde ficará apenas o currículo do candidato, sem nenhuma distração para a empresa, oferecendo foco total no currículo”, explica.

Por meio do endereço www.curriculo.com.br, o profissional cadastra as suas informações. Diferente de outros sites de currículos, o documento é disponibilizado como se fosse uma página na internet atrelada a buscadores internacionais como Google, Yahoo e Bing. Dessa forma, quando uma empresa digita alguma palavra chave como “currículo administrador”, os documentos cadastrados no site aparecerão.

Para o presidente da Curriculum, estar conectado à rede mundial é importante e disponibilizar o currículo nessa mesma rede é só uma tendência que, no Brasil, ainda está crescendo. “As redes sociais vieram para ficar. E é uma tendência que não tem volta”.

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