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12/05/2010 - 10h59

Brasileiro está preocupado com plano de carreira, mas ainda prioriza bom salário

SÃO PAULO – Nem só de altos salários vivem os executivos brasileiros. Um plano de carreira sólido, treinamento, benefícios e a possibilidade de trabalhar em casa também são fatores primordiais para os profissionais de alta e média gerência do Brasil.

De acordo com pesquisa realizada pela Robert Half, o brasileiro é mais preocupado com o desenvolvimento da carreira que os profissionais de outros países, os quais consideram o fator salarial muito mais importante.

A pesquisa ouviu executivos de 13 países (Áustria, Bélgica, Brasil, República Tcheca, Emirados Árabes, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Espanha, Suíça e Holanda) e revelou que o treinamento é importante para 40% dos brasileiros entrevistados.

Ter benefícios extras é primordial para 50% deles. Horários flexíveis são importantes para 43% dos brasileiros ouvidos e trabalhar em casa também é fator considerado por 37% dos entrevistados. Em países como a França e a Bélgica, o índice fica abaixo dos 20% para essa opção.

Ainda assim, o salário...

Embora o índice de executivos brasileiros que consideram o planejamento um fator importante seja maior que o verificado entre os profissionais de outros países, o aumento salarial é unânime na maioria das localidades verificadas.

No Brasil, esse fator é considerado primordial por 56% dos entrevistados brasileiros. Em outros países estudados, um salário melhor também é pré-requisito.

Na França, 63% têm essa percepção e na Alemanha, 48% se preocupam com essa questão. Entre os irlandeses, o índice alcança os 55%, ao passo que 58% dos italianos e o mesmo índice de espanhóis têm a mesma opinião.

Empresas investem em planos de carreira

Diante dessa preocupação dos executivos, as empresas investem cada vez mais no desenvolvimento profissional dos seus funcionários. A pesquisa revelou que 37% das empresas brasileiras pesquisadas atentam para essa questão.

“As empresas tendem a reter seus colaboradores com ferramentas que trazem um valor agregado para elas”, afirmou, por meio de nota, o gerente da divisão de Mercado Financeiro da Robert Half, Fabio Saad.

Em outros países, essa preocupação é um pouco menor, mas existe. Na Espanha, por exemplo, 26% das empresas ouvidas investem em planejamento de carreira para os funcionários que têm possibilidades de crescer. Na Irlanda, o índice alcança os 25%, enquanto que, na Itália, 22% das empresas atentam a essa questão.

Entre as empresas, o aumento salarial não é tão importante, ficando em sétimo lugar na lista de prioridades, sendo citada por 19% das empresas brasileiras pesquisadas. De acordo com o estudo, mais vale manter os profissionais estimulados e garantir a qualificação deles que pagar bem.

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