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01/07/2010 - 15h58

Comércio de SP cria 20 mil vagas e contratações devem ficar elevadas até fim do ano

SÃO PAULO – A confiança do consumidor é o principal motivo para que as contratações no setor de comércio estejam elevadas. Neste ano, 20 mil postos de trabalho foram abertos até maio na região metropolitana de São Paulo. O número é 7,3% maior que o registrado entre janeiro e maio do ano passado.

O aumento das vendas incentiva as contratações, contudo, conforme analisa o assessor estatístico da Fecomercio (Federação do Comercio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), Flávio Leite, a confiança elevada dos consumidores é o principal fator do aumento do número de postos de trabalho no setor.

“O otimismo do consumidor favorece o bom desempenho nas vendas que o comércio varejista vem apresentando”, afirmou Leite, por meio de nota. “Consequentemente, cresce o número de empregos com carteira assinada. É um ciclo”, explicou.

Carteira assinada

Somente em maio, 7.324 novas vagas foram criadas em São Paulo – número mais de três vezes maior que o alcançado em abril. No ano, considerando o saldo total de trabalhadores do comércio, o número passou de 873.139 trabalhadores registrados em janeiro para 893.819 em maio – um aumento de 2,37%.

Em maio, a taxa de admissão do setor atingiu 5% do saldo mensal de empregos com carteira assinada, o que representa mais de 44,5 mil novas contratações. Por outro lado, a taxa de demissão ficou em 4,2% - aproximadamente 37 mil vagas foram fechadas.

De acordo com a Fecomercio, a taxa de rotatividade no setor ficou em 4,6% no quinto mês do ano. Dentre os segmentos do comércio, o de Vestuário, Tecidos e Calçados foi o que apresentou a maior rotatividade de trabalhadores.

Salários

No quinto mês do ano, o salário médio nominal do comércio varejista foi de R$ 1.347. Dentre os segmentos, os maiores rendimentos médios foram verificados entre as lojas de departamentos, de cerca de R$ 2.269.

As lojas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos pagaram R$ 1.845, em média, em maio. As concessionárias de veículos pagaram R$ 1.662 aos seus funcionários e as lojas de autopeças e acessórios pagaram R$ 1.422, em média.

Os supermercados foram os que pagaram a menor média salarial aos seus funcionários, de R$ 1.141.

Perspectivas

Segundo Leite, a confiança do consumidor somada à facilidade em se obter crédito, ao aumento da massa salarial real e à confiança dos empresários cria um ambiente ideal para investimentos, elevando, assim, as vendas e as contratações.

“A forte confiança do consumidor continuará ancorando o bom momento das vendas, o que indica que, ao longo do ano, teremos um número crescente de contratações com carteira assinada”, prevê o assessor.
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