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10/08/2010 - 13h52

Mercado de trabalho deve permanecer estável no segundo semestre, diz Ipea

SÃO PAULO – A atividade econômica do Brasil deve apresentar desaceleração no segundo semestre deste ano, entretanto, ela não deve ser suficientemente forte para afetar de forma expressiva o mercado de trabalho.
Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em sua Carta de Conjuntura publicada na segunda-feira (9), a previsão é de que o mercado deva permanecer estável no mesmo período.
Primeiro semestre

Nos primeiros seis meses do ano, foram criadas 1.473.320 vagas de emprego, o que representa um crescimento de 4,5% na comparação com o mesmo semestre de 2009.
De acordo com o Caged (Cadastrado Geral de Empregados e Desempregados), o destaque do período foi o setor de Construção Civil, impulsionado pela expansão de novas moradias e pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que apresentou crescimento de 10,2% na oferta de postos de trabalho.
Outro setor que apresentou bom desempenho foi a Indústria de Transformação, que teve uma taxa de expansão superior a 5%, repercutindo o bom comportamento dos segmentos de calçados (11,7%) e metalurgia (7,3%).
O setor de serviços, com taxa de crescimento de 3,7%, continua sendo o segmento com maior criação de vagas em termos absolutos (490 mil novos postos em 2010), o que significa que, de cada três novas vagas na economia, uma foi aberta no setor de serviços.
Taxa de desocupação

Em relação à taxa de desocupação, a PME (Pesquisa Mensal de Emprego) aponta que, de janeiro a junho, ela ficou em 7,3%, ficando 1,3 ponto percentual abaixo do observado no mesmo mês de 2009
Esta queda da taxa de desemprego, em 2010, é decorrente da expansão de 3,6% na população ocupada, o que mostra que os empregos criados neste período não só foram suficientes para absorver o aumento de 2,1% da PEA (População Economicamente Ativa) como também possibilitaram a recolocação de um contingente de profissionais desempregados no mercado de trabalho.
Massa salarial

O estudo indica ainda que o crescimento da população ocupada vem garantindo a manutenção da expansão da massa salarial na economia brasileira.
Após obter alta de 3,9% em 2009, a massa salarial real habitualmente recebida registrou aumento de 5,3% nos primeiros seis meses do ano, o que explica a expressiva contribuição do consumo das famílias no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.
Em termos salariais, verifica-se que, em 2010, o segmento que mais acumula ganhos é o setor privado sem carteira assinada, com alta de 8,3%. Após apontar alta de 5,3% em 2009, a dinâmica dos salários no setor público vem perdendo força, de modo que, em 2010, esta taxa recuou para 2,6%, o que, entretanto, ainda se mantém bem acima do observado no setor privado com carteira (0,6%).
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