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11/08/2010 - 13h58

Nos próximos dez anos, o mundo do trabalho irá mudar; confira as tendências!

SÃO PAULO - O mundo de hoje está muito diferente do que há 20 anos e, tratando-se do mercado de trabalho, muitas coisas ainda devem mudar de maneira consistente daqui para a frente. De acordo com um estudo da consultoria Gartner, a natureza do trabalho irá testemunhar ao menos dez alterações essenciais até 2020. Em vista desse "cenário do futuro", as companhias precisam já se planejar para lidarem com ambientes cada vez mais caóticos e fora de seu controle direto.
"O trabalho vai se tornar menos rotineiro, caracterizado por uma maior volatilidade, hiperconectividade e pelo trabalho em grupo", afirmou o vice-presidente da Gartner, Tom Austin. Em 2015, pelo menos 40% do trabalho realizado em uma companhia não será rotineiro, ante a fatia de 25% prevista para 2010.
"As pessoas trabalharão muito mais em conjunto do que sozinhas. Elas irão se envolver com outras, com quem possuem menos vínculos, e as equipes vão incluir pessoas fora do controle da organização ", acrescentou. "Além disso, a simulação, visualização e tecnologias de unificação vão exigir uma ênfase sobre as novas habilidades de percepção".
Novos parâmetros corporativos

Na avaliação da Gartner, essas serão as dez mudanças mais radicais que as companhias de todo o mundo terão de aceitar - e se adaptar:
  • Rotinização do trabalho - O valor fundamental que as pessoas adicionam não está nos processos que podem ser automatizados, mas nos processos não-rotineiros, singularmente humanos, como contribuições analíticas ou interativas que resultam em palavras como descoberta, inovação, formação de equipes, liderança, vendas e aprendizado. Habilidades não-rotineiras são aquelas que não podem ser automatizadas. 
  • Trabalho em conjunto - "Swarming" é um estilo de trabalho caracterizado por uma excitação da atividade coletiva e capaz de acrescentar valores. Contra o mal da atividade burocrática, essa forma de trabalho é caracterizada pelo agrupamento profissional. A ideia é misturar pessoas que já trabalharam juntas antes e que se conhecem razoavelmente bem.
  • Fracas ligações - Em um grupo, as pessoas conhecem umas as outras, no entanto, com fracas linhas de envolvimento (principalmente a confiança) toda a relação pode ir por água baixo. Por isso, desenvolver fortes ligações, como uma espécie de redes sociais, trará benefícios aos negócios.
  • Trabalho com o coletivo - Há grupos informais de pessoas, fora do controle direto da organização, que podem ter impacto de sucesso ou fracasso na organização. Esses grupos informais são unidos por um interesse comum, cuja a importância é descobrir como usar o coletivo para definir os segmentos, mercados, produtos e estratégias de negócio.
  • Trabalho espontâneo - Implica mais do que uma simples espontaneidade. Ele também contém trabalho proativo, tais como procura de novas oportunidades e criação de novos desenhos e modelos.
  • Simulação e experimentação - Refere-se ao engajamento ativo com ambientes simulados (ambientes virtuais), que são semelhantes às tecnologias retratadas no filme Minority Report. Essa novidade irá substituir as células em planilhas. As pessoas vão interagir com os dados e ativamente manipular vários parâmetros tridimensionais.
  • Trabalho de rascunhos - A maioria dos processos não-rotineiros também serão altamente informais. É muito importante que as organizações tentem capturar os critérios utilizados na tomada de decisões, mas, pelo menos por agora, a Gartner não espera que a maioria dos processos não-rotineiros siga padrões significativos.
  • Modelo de sensibilidade - O mundo dos negócios é cada vez mais volátil, por isso, a Gartner espera ver um crescimento significativo no número de organizações que criem grupos especificamente responsáveis por detectar divergentes padrões de risco para a empresa. Esses grupos serão responsáveis por analisar cenários e planificar ações.
  • Hiperconectividade - As empresas terão de lidar com conceitos de comunicação e relacionamento ainda mais fortes do que hoje. A conectividade pelo celular e pelo computador ditará as bases sociais, para as quais a companhia deverá se programar, assim como a equipe de TI deverá dar suporte.
  • Meu lugar - O local de trabalho está se tornando cada vez mais virtual, com reuniões que ocorrem em diferentes fusos horários, organizações e com os participantes, que mal conhecem uns aos outros. Nesse ambiente profissional, as linhas pessoais, sociais e profissionais irão desaparecer, ou seja, quem não conseguir lidar com essas tarefas (corporativo e do mundo exterior) irá "pifar".
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