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24/08/2010 - 15h56

Regra corporativa: sem engajamento, não há sucesso!

SÃO PAULO – Um estudo realizado pela gerente de pesquisas organizacionais do Hay Group, Caroline Marcon, e intitulado “Mensurando o impacto do engajamento das pessoas”, comprovou a eficácia do engajamento empresarial, quando são superados alguns obstáculos nas companhias.


Durante o estudo, evidenciou-se que as empresas que possuem um número baixo de trabalhadores temporários tiveram um crescimento das vendas de 2%, contra uma queda de 21% nos negócios daquelas com um alto percentual de temporários. Esse resultado significa que, quanto maior o quadro de profissionais efetivos, maior será o nível de engajamento entre eles e, portanto, as vendas.


Por exemplo, as companhias com percentual de efetivos acima da média tiveram um crescimento das vendas de 3%, contra uma queda de 22% nas empresas com profissionais efetivos abaixo da média. A mesma tendência se dá com a riqueza criada por empregado: em companhias com percentual maior de efetivos, a riqueza criada por funcionário é 5 vezes maior do que em empresas com menos efetivos. 


De acordo com Caroline, as chaves do engajamento são "um ambiente em que haja liderança clara e com oportunidades de crescimento". 


A função do líder

Um funcionário engajado sente satisfação em pertencer à empresa para a qual trabalha, pois reconhece os valores da organização. Cabe, entretanto, que o líder faça parte desse grupo engajado, e não deixe seus comandados sem uma direção.


"Muitas organizações que têm altos níveis de engajamento ainda se debatem sobre questões de desempenho. Além de engajar, os líderes devem prover o suporte necessário para que canalizem seus esforços de maneira produtiva", reconhece Caroline.


Em um grupo de profissionais que recebe suporte do líder, avalia a especialista, as pessoas são alocadas nos cargos de forma efetiva, de maneira que suas habilidades sejam aproveitadas ao máximo. 


De maneira semelhante, as pessoas recebem os recursos essenciais para que possam entregar resultados (ex. informações, tecnologia, ferramentas e equipamentos, recursos financeiros), e conseguem focar em suas responsabilidades sem ter de perder tempo ultrapassando obstáculos no ambiente de trabalho.


"Em um momento em que precisamos fazer mais com menos, o engajamento dos colaboradores e seu desejo de ir além são fundamentais. Mas, para buscar um maior desempenho, além do compromisso e esforço dos colaboradores, é necessário prover um ambiente com suporte", completa Caroline.


Para garantir o êxito de iniciativas para promover níveis mais altos de engajamento entre os profissionais, é necessário envolver os gestores. Se a conexão entre programas de engajamento e as preocupações dos gestores não estiver clara, possivelmente eles se verão ocupados demais com suas responsabilidades diárias para exercer um papel ativo na promoção do engajamento.


Brasil

No estudo, observou-se uma preocupação muito crescente com o tema engajamento nas companhias brasileiras. "Hoje em dia, quando você fala de engajamento no País, os gestores procuram formas de se desenvolver e principalmente de reter os profissionais", analisa Caroline.


Torna-se necessário, então, que os executivos dediquem seu tempo para essas questões internas, como forma de construir um conjunto de valores e crenças que deem interatividade.

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