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20/12/2005 - 15h52

Presidente da Bolsa de Tóquio renuncia depois de erro monumental

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TÓQUIO, 20 Dez (AFP) - O presidente da Bolsa de Tóquio, Takuo Tsurushima, apresentou sua demissão nesta terça-feira depois de um escândalo causado por um erro no sistema de informática que provocou um caos monumental e perdas de 280 milhões de euros no mercado no início deste mês.

"Apresento minhas desculpas aos investidores e às pessoas afetadas pela confusão no mercado", explicou Tsurushima ao apresentar a demissão, junto com a do responsável pelo sistema de informática da Bolsa, Sadao Yoshino, e do diretor-geral do mercado, Tomio Amano.

"A Bolsa de Tóquio se esforçará para fazer todo o possível para recuperar a confiança do mercado", disse Takuo Tsurushima, cuja renúncia era amplamente esperada.

Tsurushima será provisoriamente substituído pelo atual presidente de honra da Bolsa, Taizo Nishimuro.

Em 8 de dezembro, os computadores da Bolsa de Tóquio não foram capazes de detectar e bloquear uma transação errônea cometida por um operador da sociedade de corretagem Mizuho Securities.

O operador se equivocou em uma operação vinculada à introdução na bolsa de uma pequena sociedade, J-Com: em vez de vender uma ação da J-Com por 610.000 ienes, colocou 610.000 ações J-Com a um iene cada um.

Com isso, foram colocadas 40 vezes mais ações do que as que efetivamente estavam disponíveis, 14.500. Esse erro criou uma enorme desordem de mercado e gerou uma queda brutal das ações da sociedade de corretagem Mizuho Securities. A perda total foi calculada em 280 milhões de euros (335 milhões de dólares).

A Agência de Serviços Financeiros (FSA) reprovou oficialmente a atuação da direção da Bolsa de Tóquio e exigiu que fossem adotadas medidas preventivas e a elaboração de um relatório sobre o caso antes do final de janeiro.

Pouco depois do incrível erro, o próprio primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, pediu que a Bolsa de Tóquio adotasse medidas de controle mais rígidas.

"É preciso atuar para evitar no futuro este tipo de estupidez", afirmou Koizumi na época.

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