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01/01/2009 - 11h13

Moscou corta fornecimento de gás para a Ucrânia, mas tranquiliza Europa

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MOSCOU, 1 Jan 2009 (AFP) - A Rússia anunciou nesta quinta-feira o corte das entregas de gás para a Ucrânia, após o fracasso das negociações entre as companhias de gás dos dois países, garantindo no entanto que a Europa não será afetada como aconteceu em 2006.

"As entregas de gás foram inteiramente interrompidas às 10H00" (05H00 de Brasília), declarou à imprensa um porta-voz da Gazprom, estatal que detém o monopólio das exportações de gás na Rússia.


O representante da companhia russa, entretanto, afirmou que as entregas para a União Européia, da qual 80% passam pelo território da Ucrânia, foram mantidas. "O trânsito para a Europa continua com um volume de 300 milhões de metros cúbicos por dia", declarou.

A empresa energética ucraniana Naftogaz indicou por sua vez nesta quinta-feira à AFP que as entregas de gás russo para a Ucrânia haviam sido reduzidas, mas que o trânsito deste carburante por seu território com destino à Europa continua.

"Confirmo que o volume nos nossos gasodutos caiu", declarou à AFP o porta-voz da Naftogaz Valentin Zemlianski. "Respeitamos os compromissos do trânsito do gás para a Europa. Nada foi suspenso", afirmou.

Em 2006, numa crise do gás como esta entre russos e ucranianos, as exportações para a Europa foram afetadas e Moscou acusou então Kiev de roubar o gás que passava por seu território.

A nova presidência tcheca da União Européia (UE) insistiu nesta quinta-feira que Moscou e Kiev devem honrar seus compromissos de fornecimento de gás natural à Europa, depois do corte do fornecimento do carburante para a Ucrânia por problemas de pagamento.

"Todos os compromissos existentes de abastecimento e trânsito devem ser respeitados", afirmou o vice-primeiro-ministro tcheco, Alexander Vondra, poucas horas depois de seu país assumir a presidência semestral da União Européia (UE).

A presidência européia e a Comissão Européia expressaram em um comunicado conjunto sua preocupação pelo aumento da divergência entre a Rússia e a Ucrânia.

A Rússia fornece aproximadamente um quarto do gás consumido na UE e responde por 40% das importações da UE. Mas tanto a Ucrânia quanto os países da União Européia dizem ter constituído reservas suficientes para passar o inverno (no Hemisfério Norte), minimizando o impacto imediato deste corte.

A Rússia havia avisado que as entregas seriam interrompidas se Kiev não acertasse a totalidade de sua dívida de gás doa 31 de dezembro para assinar um novo contrato para 2009.

O grupo russo pede o pagamento de mais de dois bilhões de dólares de atrasos para assinar o novo acordo.

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