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01/01/2009 - 12h53

Tchecos assumem UE diante de duas crises internacionais

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PRAGA, 1 Jan 2009 (AFP) - A República Tcheca, que nesta quinta-feira pegou o bastão da França na presidência semestral da União Européia (UE) vai enfrentar logo no início de seu mandato duas situações urgentes, a ofensiva israelense na Faixa de Gaza e o conflito sobre o gás entre a Rússia e a Ucrânia.

"O conflito no Oriente Médio representa um primeiro desafio", reconheceu o chefe da diplomacia tcheca, Karel Schwarzenberg.

Além disso, enfrentará a suspensão anunciada hoje pela Rússia do envio de gás para a Ucrânia, o que pode afetar o abastecimento da Europa conforme ocorreu em 2006.

Com a crise econômica global e a estagnação institucional européia, a missão pode se tornar especialmente difícil para o primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek, que precisará enfrentar a indiferença e o ceticismo do presidente, Vaclav Klaus. Recentemente, inclusive, este último classificou a presidência tcheca como "desimportante".

Outros obstáculos a serem superados pela República Tcheca na presidência da União Européia são o estabelecimento de uma data para a adoção do euro em detrimento da coroa tcheca e a ratificação do Tratado de Lisboa, que reformará as instituições do bloco.

A cerimônia oficial de posse acontecerá no dia 7 de janeiro, no histórico Teatro Nacional de Praga.

Apesar de nos seis últimos meses o presidente francês, Nicolas Sarkozy, ter dado uma dimensão muito pessoal ao cargo de presidente em funções da União Européia, os tchecos pretendem mais realizar um trabalho em equipe.

"Sendo como é a República Tcheca, um país de médio porte, a presidência não será grandiosa como a França quis ser porque devemos ser realistas em função do tamanho de nosso país e a sua posição na União", declarou o vice-primeiro-ministro, Alexander Vondra esta semana.

Na noite de quarta-feira, o presidente Nicolas Sarkozy ligou para o primeiro-ministro Topolanek para desejar-lhe um "êxito total" na função e para garantir-lhe "o inteiro apoio da França".

Na próxima semana, o país, que conta 10,4 milhões de habitantes, organizará cerca de 15 reuniões ministeriais européias e cerca de 30 conferências, com um orçamento de 3,3 bilhões de coroas (124,5 milhões de euros).

A República Tcheca, ex-membro da cortina de ferro soviética, se tornou membro do bloco europeu em 2004.

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