! Fed revê para baixo previsão de crescimento dos EUA para 2009 - 06/01/2009 - AFP - Economia
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06/01/2009 - 22h25

Fed revê para baixo previsão de crescimento dos EUA para 2009

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WASHINGTON, 6 Jan 2009 (AFP) - O Federal Reserve americano (Fed) revisou para baixo suas previsões de crescimento para a economia dos Estados Unidos em 2009 e "continua prevendo uma reativação moderada em 2010", de acordo com as atas da reunião de dezembro de seu comitê de Política Monetária.

"O Fed revisou em forte baixa suas perspectivas de atividade econômica em 2009, mas continua prevendo uma reativação moderada em 2010", acrescenta o órgão.

As atas da reunião, que aconteceu entre 15 e 16 de dezembro e na qual os encarregados de formular políticas reduziram as taxas para próximo de zero, mostraram um informe com previsão econômica desanimadora.

Apesar de não citar números, o Fed admite que há uma forte correção para baixo em relação às previsões precedentes de crescimento, publicadas em novembro passado, quando o Banco Central americano antecipou uma evolução do PIB dos EUA em 2009 em entre -0,2% e +1,1%.

Segundo as atas da reunião de dezembro, o PIB da maior economia do planeta deve "baixar em 2009 em seu conjunto, antes de progredir (...) em 2010", ano em que haverá uma "reativação moderada".

Tendo em conta que a crise mundial não permitirá um crescimento dos EUA via exportações, os responsáveis do Fed estimam que "o PIB deve sofrer no primeiro semestre (de 2009) um retrocesso superior ao previsto, antes de se recuperar, lentamente, durante o restante do ano".

O Fed avalia que a partir do segundo semestre de 2009 "os estímulos da política monetária" e os esforços orçamentários anunciados pelo presidente eleito, Barack Obama, "terão vitalidade e a agitação dos mercados financeiros se reduzirá".

As atas da reunião de dezembro revelam ainda que os responsáveis do Fed estão preocupados com o nível dos preços, esperando uma redução "considerável" da inflação básica (exceto alimentação e energia) ao longo de 2009.

Para 2010, o Fed também prevê um prosseguimento desta queda nos preços.

O documento não fala em deflação - fenômeno de queda generalizada dos preços que reaviva as terríveis lembranças da Grande Depressão dos anos 30 -, mas "vários integrantes" da reunião temem "que a inflação possa cair" a níveis muito baixos e "por algum tempo".

A ata destaca que o tema da evolução dos preços deve ser acompanhado atentamente pelo Banco Central americano.

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