! Petróleo fecha em baixa em Nova York - 06/01/2009 - AFP - Economia
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06/01/2009 - 19h32

Petróleo fecha em baixa em Nova York

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NOVA YORK, 6 Jan 2009 (AFP) - Os preços do petróleo fecharam em baixa nesta terça-feira em Nova York, onde a tendência de alta provocada pela intensificação das tensões entre Rússia e Ucrânia e pelo conflito no Oriente Médio parece ter chegado ao fim.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do 'light sweet' para entrega em fevereiro fechou a sessão a 48,58 dólares, uma queda de 23 centavos em relação ao pregão de segunda-feira.

Ao contrário, em Londres, o barril do Brent do Mar do Norte para entrega em fevereiro ganhou 91 centavos, fechando a 50,53 dólares.

"As últimas estatísticas publicadas são negativas. Elas voltaram a destacar a fraqueza da demanda, num momento em que o mercado está mais preocupado com a produção", observou Antoine Halff, da Newedge Group.

As estatísticas desta terça-feira nos Estados Unidos mostraram que a queda da atividade nos serviços diminuiu um pouco em dezembro, e que os pedidos industriais continuaram em baixa.

Apesar da alta dos preços ter sido anulada pouco antes do pregão, foi graças às tensões geopolíticas atuais, que têm monopolizado a atenção do mercado, que o barril se manteve pouco acima dos 50 dólares durante a sessão.

O petróleo atingiu 50,47 dólares em Nova York. Em Londres, os preços chegaram a 52,21 dólares, um nível nunca constatado desde o dia 1 de dezembro.

O conflito do gás entre Rússia e Ucrânia piorou. As entregas de gás russo em vários países da Europa Oriental e dos Balcãs foram totalmente suspensas nesta terça-feira. A Itália, por sua vez, recebeu apenas 10% do abastecimento normal.

O mercado também está atento à situação na Faixa de Gaza, onde os combates entre as tropas israelenses e o Hamas se estenderam às zonas urbanas do sul do território, com um número cada vez maior de vítimas civis. Israel rejeitou um cessar-fogo, apesar dos pedidos insistentes da comunidade internacional.

Além disso, os países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reafirmaram que vão respeitar as novas cotas de produção, o que contribui para o aumento dos preços, destacou Adam Sieminski, do Deutsche Bank.

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