! Turquia confirma a interrupção do fornecimento de gás russo - 06/01/2009 - AFP - Economia
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06/01/2009 - 09h40

Turquia confirma a interrupção do fornecimento de gás russo

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ANCARA, 6 Jan 2009 (AFP) - O fornecimento de gás russo para a Turquia através dos Bálcãs foi totalmente interrompido, mas a Rússia continua fornecendo gás para os turcos através do gasoduto "Blue Stream", que une diretamente os dois países passando sob o Mar Negro, afirmou nesta terça-feira o ministro turco da Energia, Hilmi Guler.

O fornecimento do gás russo para a República Tcheca também registrou uma diminuição de 75%, anunciou, por sua vez, o porta-voz da principal companhia de gás tcheca, a RWE-Transgas.

O ministro tcheco da Indústria e Comércio, Martin Riman, que integra uma delegação da União Européia (UE), confirmou que o fornecimento de gás russo para a Europa caiu drasticamente durante a noite e continua piorando.

"A situação mudou drasticamente. O volume de gás transportado da Rússia para a Ucrânia diminuiu e a situação na fronteira eslovaca está piorando", disse o alto representante da UE.

Além da Turquia e República Tcheca, a distribuição para a Bulgária, Grécia, Croácia e Macedônia cessou na madrugada desta terça-feira, segundo o ministério búlgaro da Economia e Energia.

Além disso, a Áustria anunciou que recebe apenas 10% do gás russo previsto e a Hungria menos de 20%.

Esta interrupção do fornecimento se deve ao conflito sobre o preço entre o provedor russo Gazprom, e a Ucrânia, principal país de trânsito do gás russo para o resto da Europa.

O governo da Ucrânia, por meio da empresa Naftogaz, já havia anunciado que a gigante russa Gazprom havia reduzido drasticamente o fornecimento de gás destinado aos consumidores europeus, o que prejudicaria em poucas horas o abastecimento do continente.

"Reduziram as entregas a 92 milhões de m3 em 24 horas, contra 221 milhões de m3 prometidos, sem nenhuma explicação. Não sabemos como vamos enviar gás para a Europa", declarou o porta-voz da Naftogaz, Valentin Zemlianski.

Já o ministro alemão da Economia, Michael Glos, pediu a Moscou e Kiev a retomada das negociações sobre o tema.

A redução do fornecimento de gás natural afeta a Europa ocidental durante um inverno rigoroso.

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