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07/01/2009 - 15h09

Brasil reduz importações de gás natural boliviano em 33%, segundo imprensa

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LA PAZ, 7 Jan 2009 (AFP) - O Brasil reduziu suas importações de gás natural procedentes da Bolívia em 33% - dos 31 milhões de metros cúbicos a 20 milhões de metros cúbicos diários -, informou o jornal La Razón nesta quarta-feira.

A redução dos volumes do gás começaram em 29 de dezembro de 2008, assegurou o jornal boliviano, citando fontes do governo e do setor petroleiros as quais não identificou. Um funcionário do ministério de Hidrocarbonetos informou à AFP que a notícia carece de uma versão oficial.

O ex-ministro boliviano de Hidrocarbonetos e ex-presidente da Organização Latino-americana de Energia (Olade), Álvaro Ríos, explicou que a redução das compras brasileiras pode ter se dado pela queda do preço internacional do petróleo que torna o uso mais barato de seus derivados líquidos, como gasolina, diesel e gasóleo.

"Os líquidos ficaram muito mais baratos e isso está contribuindo para que a demanda seja mais baixa, somada também a uma melhor produção no Brasil", afirmou Ríos.

A Bolívia produz 41 milhões de m3 diários de gás natural, sendo que 6 a 7 milhões que são utilizados para consumo interno, enquanto 31 milhões são enviados ao Brasil e entre 1 e 2 milhões para a Argentina.

A queda das exportações bolivianas gera uma redução dos rendimentos econômicos, vitais para a Receita, apesar de não terem sido citados os montantes em questão.

Um relatório recente do ministério de Hidrocarbonetos boliviano assinala que o preço do gás natural para o Brasil, durante o último trimestre de 2008, se encontrava em média em 8,2 dólares por milhão de BTU (Unidade Térmica Britânica) e 10,3 dólares o milhão de BTU para a Argentina.

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