! Desemprego derruba preço do petróleo em NY para US$ 40 - 09/01/2009 - AFP - Economia
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09/01/2009 - 20h48

Desemprego derruba preço do petróleo em NY para US$ 40

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NOVA YORK, 9 Jan 2009 (AFP) - Os preços do barril de petróleo recuaram nesta sexta-feira, em Nova York, com a alta do desemprego nos Estados Unidos alimentando os temores do mercado com a demanda de energia.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril "light sweet crude" para entrega em fevereiro terminou em US$ 40,83, uma queda de 87 centavos em relação à cotação no fechamento de quinta-feira.

Depois de flertar com a faixa dos US$ 50 no início da semana, as cotações se orientaram para baixo esta semana, perdendo US$ 7,75 nas últimas três sessões.

Hoje, ao longo do dia, o preço do barril chegou, inclusive, a US$ 39,38.

Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte com vencimento em fevereiro perdeu 25 centavos, a US$ 44,42.

"Cada dia traz seu lote de estatísticas econômicas que alimentam as preocupações com a demanda", comentou Antoine Halff, do Newedge Group.

Nesta sexta-feira, o mercado reagiu aos números de emprego nos EUA, maior consumidor de petróleo no mundo. Muito esperados, eles confirmaram uma forte degradação da atividade, com 524 mil vagas eliminadas do mercado de trabalho em dezembro e o índice de desemprego em 7,2%.

Segundo Mike Fitzpatrick, da MF Global, "a conclusão evidente para o mercado do petróleo é que, talvez, os cálculos sobre a demanda que haviam puxado os preços para US$ 32,40, em 19 de dezembro, estivessem corretos".

"Os maus indicadores macroeconômicos americanos pesam no humor do mercado", justificaram os analistas da Barclays Capital.

Os operadores se questionam sobre a amplitude e a duração do recuo do consumo de petróleo nos EUA, enquanto a demanda mundial se contraiu em 2008, pela primeira vez em 25 anos.

Ao mesmo tempo, apesar de um inverno bastante rigoroso na América do Norte, as reservas são as mais altas em anos.

"Por enquanto, o mercado se interessa pelas estatísticas econômicas americanas, mas a próxima etapa será a propagação da crise para Ásia e China", comentou Halff.

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