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13/01/2009 - 16h52

Fed ainda tem ferramentas poderosas contra crise, diz Bernanke

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LONDRES, 13 Jan 2009 (AFP) - O Federal Reserve (Fed) americano ainda dispõe de "instrumentos poderosos" contra a crise, apesar de ter reduzido para praticamente zero sua taxa básica de juros, disse em Londres o presidente dessa instituição, Ben Bernanke.

"O Fed ainda conta com instrumentos poderosos à sua disposição para lutar contra a crise financeira e a desaceleração econômica", declarou, em palestra na London School of Economics (LSE).

Bernanke declarou que o Fed pode "influir nas taxas de juros em longo prazo, informando o público da futura direção de sua política monetária".

Segundo o presidente do Fed, o Tesouro americano também poderá emitir novos empréstimos, como fez no outono (hemisfério norte) de 2008, para permitir ao BC aumentar o nível de seu orçamento e apoiar a economia. Para ele, a cooperação internacional é "essencial" frente à crise.

"Uma das lições claras do recente período é que o mundo está muito interconectado para que os países atuem de maneira isolada em matéria de política econômica e financeira e em matéria de regulação", explicou.

"A cooperação internacional é, portanto, essencial, se quisermos combater a crise com êxito e garantir as bases de uma reativação saudável e duradoura", frisou.

Bernanke considerou ainda que a redução dos ativos do Fed, necessária para o momento de reaquecimento da economia, não será um problema. Ele afirmou, porém, que "a política orçamentária pode estimular a atividade econômica, mas (que) uma reanimação duradoura vai exigir, ainda assim, um plano completo de estabilização do sistema financeiro e permitir o retorno a um fluxo normal de crédito".

Segundo ele, "a História demonstra com provas que uma economia moderna não pode crescer, se seu sistema financeiro não funciona com eficácia".

Além das ações já empreendidas pelo Tesouro americano para recapitalizar os bancos, "novas injeções de capital e novas garantias podem ser necessárias para assegurar a estabilidade dos mercados de crédito e seu retorno à normalidade", acrescentou o presidente do Fed.

Bernanke deu a entender que também terá de abordar o problema dos ativos podres acumulados pelos bancos durante a última bolha imobiliária e que estão pesando em seus balanços.

Nesse sentido, "a aquisição desses ativos com problemas, mediante o emprego de recursos públicos, é uma possibilidade", declarou, anunciando ainda a hipótese de se criar um fundo de garantia, por meio do qual o governo aceitaria cobrir uma parte das perdas, ou a criação de estruturas de resgate "que comprariam os ativos em questão das instituições financeiras, em troca de dinheiro, ou de participação em seu capital".

Sobre a inflação, voltou a dizer que deve "se moderar" em curto prazo.

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