! Itaipu: Paraguai vai esperar até agosto por acordo amistoso com Brasil - 16/01/2009 - AFP - Economia
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16/01/2009 - 15h56

Itaipu: Paraguai vai esperar até agosto por acordo amistoso com Brasil

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ASSUNÇÃO, 16 Jan 2009 (AFP) - O Paraguai estipulou um prazo até agosto para que um acordo amistoso seja negociado com o Brasil a respeito dos preços da energia elétrica produzida pela usina binacional de Itaipu, informaram nesta sexta-feira autoridades de Assunção.

"Se, até o dia 15 de agosto, não houver nenhuma solução possível, o Paraguai se reserva o direito de recorrer a instâncias de arbitragem internacionais", anunciou hoje Ricardo Canese, designado pelo governo de Fernando Lugo para coordenar as negociações com os brasileiros.

Canese advertiu que, se não prosperarem as conversações para que o Paraguai consiga receber uma compensação maior pela energia elétrica vendida ao Brasil, o processo em um tribunal internacional "pode acontecer antes".

"Se as coisas estão empatadas, para quê esperar?", indagou o técnico.

O Paraguai recebe cerca de 300 milhões de dólares por ano do Brasil pela cessão de sua parte da energia produzida em Itaipu, que alimenta os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.

Lugo pede que seja praticado o "preço de mercado" entre os dois países - entre 1,5 e 2 milhões de dólares anuais.

"Aqui, é o Brasil que deve ceder", afirmou Canese, destacando que o prazo fixado por seu país dá tempo suficiente para saber se o governo brasileiro está disposto a alcançar um acordo.

A usina hidrelétrica de Itaipu foi construída no rio Paraná, na fronteira entre Brasil e Paraguai.

O presidente paraguaio, Fernando Lugo, chegou ao poder no dia 15 de agosto de 2008.

"Em 15 de agosto de 2009, terá passado um ano desde o início da gestão com o governo brasileiro para conseguir a reivindicação paraguaia", lembrou Canese.

O representante paraguaio admitiu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "apresenta uma postura mais aberta" em relação ao assunto, mas afirmou que a "burocracia (brasileira), para não culpar somente o Itamarati, tem uma postura mais dura, que vem inclusive de governos anteriores do Brasil".

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