! Champagne e caviar mais escassos em Davos - 27/01/2009 - AFP - Economia
UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

27/01/2009 - 13h31

Champagne e caviar mais escassos em Davos

[selo]
Em Davos (Suíça)
O champanhe e o caviar, que os grandes bancos costumavam oferecer em Davos, durante a realização do Fórum Econômico Mundial, (WEF, na sigla em inglês)devem ser mais escassos este ano na famosa estação dos Alpes suíços, pois a crise econômica encolheu as carteiras dos participantes do evento.

Um grande número de banqueiros, presentes nas edições anteriores, não consta mais na lista de convidados da 39ª edição do evento anual.

Para alguns, o motivo é óbvio: seus estabelecimentos foram carregados pelo tsunami da crise financeira.

Entre elas, o Lehman Brothers, banco de negócios americano que faliu e provocou um enorme desastre em setembro.

O ex-presidente da Merrill Lynch, John Thain, demitido semana passada pelo Bank of America (BofA), que assumiu a instituição em perigo, foi excluído do Fórum no último minuto.

O presidente do banco de negócios americano Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, também não participará do evento, como seu colega do Citigroup, Vikram Pandit.

Apenas o presidente da JP Morgan, James Dimon, deve ir, como alguns poucos e corajosos europeus, entre eles o presidente do Société Générale, Daniel Bouton.

Reflexo da situação, as fartas festas que antecipam a abertura oficial do Fórum devem ser eliminadas da agenda.

Segundo o jornal suíço Sonntagszeitung, que citou o responsável do Steigenberger Granhotel Belvedere, Ernst Wyrsch, os orçamentos para as recepções foram reduzidos 30%.

Os convivas terão de se contentar com um menu menos sofisticado desta vez: em vez de caviar e lagosta, serão servidos queijo e presunto, e o champanhe Dom Pérignon deve dar lugar a marcas menos caras ou ao vinho branco.

"O Citigroup estava acostumado a realizar festas onerosas, assim como o Goldman Sachs e outros", contou Jean-Pierre Lehmann, professor da escola de comércio IMD de Lausanne. "Mas o ambiente será bem diferente este ano", previu.

Porém, a crise econômica mais grave desde à Grande Depressão dos anos 1930 pode ter pelo menos um efeito benéfico no Fórum de Davos, que já foi símbolo do capitalismo reinante onde mais de 2.500 autoridades do planeta se acotovelavam tradicionalmente. Assim, segundo Lehmann, ela deve dar um pouco mais de conteúdo aos debates e colocar os "golden boys" de cara com a realidade.

O tema deve estar no centro dos debates. O diretor do WEF, Klaus Schwab, espera desenhar os contornos de uma cooperação internacional para apresentá-los na próxima reunião do G-20 em abril em Londres.

Mais de 40 chefes de Estado e de Governo são esperados para discutir o assunto, uma participação recorde, segundo o WEF, que espera "'uma reunião histórica".

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host