! EUA: Tesouro quer mais transparência no plano de resgate bancário - 27/01/2009 - AFP - Economia
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27/01/2009 - 13h33

EUA: Tesouro quer mais transparência no plano de resgate bancário

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WASHINGTON, 27 Jan 2009 (AFP) - O Tesouro americano anunciou nesta terça-feira novas regras para tornar mais transparente a concessão de fundos do plano de resgate financeiro e limitar a influência dos grupos de pressão sobre as decisões de investimento do Estado.

Esta é a primeira decisão anunciada pelo novo secretário do Tesouro, Tim Geithner, que prestou juramento na noite de segunda-feira.

Timothy Geithner, confirmado no caro na segunda-feira, deverá trazer para a pasta uma ampla experiência internacional e a perspicácia de um tecnocrata dos mercados, num momento em que a economia americana precisa de toda a ajuda possível para sair da crise.

"Tim não vai perder tempo para começar a trabalhar a todo vapor", afirmou Obama ao nomeá-lo, em novembro passado, quando disse que ele seria "o principal porta-voz econômico do meu governo".

O veterano presidente do Federal Reserve (Fed) de Nova York se manteve na frente de batalha das autoridades americanas que tentavam acalmar os tumultuados mercados financeiros, supervisionando com rigor as crescentes intervenções do banco central americano nos últimos meses.

Aos 47 anos, Geithner, que substitui Henry Paulson, também ocupava o posto de vice-presidente do Comitê Federal de Política Monetária do Fed, tendo sido uma figura chave nas negociações que resultaram no plano do governo americano de resgate do Citigroup.

Além disso, o novo secretário coordenou os resgates do gigante dos seguros AIG e do banco Bear Sterns no ano passado, além de ter colaborado para a decisão de deixar o banco Lehman Brothers quebrar.

Geithner é um velho colaborador do Tesouro, tendo escalado várias posições dentro do governo americano entre 1988 e 2001, quando chegou a ocupar a subsecretaria de Assuntos Internacionais.

"Isso significa que ele esteve a cargo da política do dólar americano e possui grande conhecimento dos mercados de câmbio", indicou Andrew Busch, analista da BMO Capital Markets.

"Ao contrário da época dos novatos Paul O'Neill e John Snow, não haverá muitos erros que permitam fazer dinheiro fácil", acrescentou, referindo-se aos dois primeiros secretários do Tesouro nomeados por George W. Bush.

Antes que irrompesse a atual crise econômica, em meados de setembro, Geithner já havia advertido que o sistema financeiro dos Estados Unidos e do mundo estavam "em um período de ajuste muito desafiador".

Geithner nasceu em 1961 no Brooklyn, em Nova York. Passou a infância e a juventude entre Zâmbia, Zimbábue, Índia e Tailândia, uma vez que seu pai trabalhava como especialista da Ford Foundation para a Ásia, tendo sido depois nomeado para a agência americana de desenvolvimento internacional.

Formou-se em Estudos Asiáticos no Dartmouth College; é casado e tem dois filhos.

"A experiência internacional de Tim o torna excepcionalmente qualificado" para o Tesouro, num momento em que a crise econômica se espalha pelo planeta, destacou Obama.

Geithner faz coro com Obama ao defender um equilíbrio entre inovação e estabilidade para lidar com os rebeldes mercados financeiros.

"Nosso sistema financeiro tem muitas virtudes, e precisamos examinar vias para explorá-las enquanto trabalhamos para que o sistema seja mais resistente contra impactos futuros", declarou o novo secretário em julho do ano passado, durante uma audiência perante um comitê da Câmara dos Representantes.

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