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29/01/2009 - 15h00

As maiores demissões anunciadas em decorrência da crise global

[selo]
PARIS, 29 Jan 2009 (AFP) - Diversas empresas anunciaram importantes cortes de empregos nesta semana, aumentando uma já longa lista de demissões que surgiu com a crise econômica mundial. Seguem os principais anúncios.

29 de janeiro: 5.800 demissões no mundo foram anunciadas pelo fabricante de copos Nippon Sheet Glass (NSG), ou seja 15% de seus efetivos.

O americano Eastman Kodak anunciou de 3.500 a 4.500 demissões em 2009 e o japonês Toshiba, 4.500.

28 de janeiro: Na Romênia, a agência nacional de emprego calculou que cerca de 60.000 pessoas perderão seu emprego antes de março.

A Boeing anunciou que demitirá 10.000 funcionários em 2009 e não 4.500 como anunciado em 9 de janeiro.

O Bureau internacional do trabalho(BIT) calculou que a crise mundial pode colocar no desemprego até 51 milhões de pessoas.

6.700 demissões de empregos foram anunciadas pela rede de cafés Starbucks, além das 11.000 anunciadas em julho.

O fabricante francês de material elétrico Schneider Electric anunciou reduções de efetivos, sem dar números. Ele emprega 120.000 pessoas, das quais 20.000 na França.

27 de janeiro: o fabricante de componentes eletrônicos japonês NEC Tokin (16.000 assalariados) anunciou 9.450 cortes de empregos no mundo. O grupo americano de vidros Corning previu 4.900 antes do fim do ano.

O STMicroelectronics, fabricante de semicondutores, anunciou uma redução de efetivos de 10% em 2009, ou seja 4.500 postos.

26 de janeiro: 20.000 demissões foram anunciadas pelo fabricante de máquinas de obras americano Caterpillar; 8.000 pela operadora das telecomunicações americana Sprint Nextel; 7.000 pelo especialista americano em materiais e produtos de construção Home Depot; 7.000 pelo grupo de banco e seguro holandês ING; 6.000 pelo grupo holandês da eletrônica Philips e 3.500 pela siderúrgica anglo-holandesa Corus.

No Japão, Toyota, Honda, Nissan, Mitsubishi Motors, Mazda e todos os outros construtores japoneses vão se desfazer de cerca de 25.000 assalariados, terceirizados ou com contratos temporários, em suas fábricas japonesas daqui até março, segundo dados da agência de notícias japonesa Jiji.

O grupo farmacêutico americano Pfizer (87.000 pessoas), após a compra de seu concorrente Wyeth (50.000 pessoas), anunciou a demissão de 10% de seus efetivos, sem dizer de qual das duas entidades.

22 de janeiro: a Sociedade nacional de minas (Sonami) do Chile anunciou que 12.000 empregos foram eliminados entre setembro e dezembro de 2008. O gigante americano da informática Microsoft anunciou a demissão de 5.000 funcionários, dos quais 1.400 imediatamente. O fabricante de material eletrônico japonês Sony decidiu acelerar o programa de demissões de 16.000 empregos anunciado em dezembro.

21 de janeiro: a sueca Ericsson (telefonia móvel) anunciou a demissão de 5.000 funcionários no mundo, enquanto o grupo de mineração anglo-australiano BHP Billiton, o maior no mundo, anunciou 6.000 e seu concorrente Rio Tinto, mais de 2.300.

14 de janeiro: o fabricante de equipamentos do setor das telecomunicações americano Motorola anunciou a demissão de 4.000 empregos, ou seja 17.000 desde janeiro de 2007.

8 de janeiro: o japonês TDK, de tecnologias de estocagem informática, demitiu 8.000 funcionários no exterior.

6 de janeiro: o produtor americano de alumínio Alcoa anunciou a demissão de 13.500 empregados no mundo, ou seja 13% de seus efetivos.

21 de dezembro: o governo sul-coreano prevê 19.000 cortes de empregos públicos.

17 de dezembro: Valeo (equipamentos automotivos) cortou 5.000 empregos no mundo, dos quais 1.600 na França.

11 de dezembro: o sindicato patronal da indústria farmacêutica (Leem) calculou que entre 5.000 e 6.000 demissões na França até 2010.

2 de dezembro: A General Motors anunciou demissões de até 31.500 funcionários em três anos.

27 de novembro: A ArcelorMittal, primeiro grupo siderúrgico mundial, previu a demissão de até 9.000 funcionários no mundo, dos quais 6.000 na Europa.

18 de novembro: o gigante do setor bancário americano Citigroup anunciou 50.000 demissões.

14 de novembro: o grupo de informática americano Sun Microsystems anunciou de 5.000 a 6.000 demissões.

31 de outubro: A American Express demitiu 7.000 empregados, e a Whirlpool, fabricante de eletrodomésticos, 5.000.

24 de outubro: o construtor de automóveis americano Chrysler anunciou o corte de 5.000 postos.

22 de outubro: o grupo farmacêutico Merck previa 7.200 postos a menos daqui até 2011, dos quais 6.800 demissões.

9 de outubro: A Hewlett Packard anunciou 24.600 demissões no mundo.

8 de julho: A Siemens, terceira empresa alemã, anunciou o desaparecimento de 16.750 empregos, dos quais 5.250 na Alemanha.

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