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30/01/2009 - 16h40

Obama promete defender sindicatos, rompendo com a política Bush

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WASHINGTON, 30 Jan 2009 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assumiu nesta sexta-feira o compromisso de defender os sindicatos que, segundo ele, são "parte da solução" em momentos de crise, e revogou disposições hostis a estas entidades tomadas por seu predecessor, George W. Bush.

Obama assinou três decretos abolindo políticas seguidas por Bush. Um destes decretos exige que as empresas que trabalham com o Estado federal informem os funcionários de seus direitos, em conformidade com as leis trabalhistas.

"Temos que voltar atrás em muitas políticas aprovadas nos oito últimos anos sobre organizações de trabalhadores - ações que reprovei profundamente", declarou Obama antes de assinar os decretos.

"Na minha opinião, o movimento sindical não faz parte do problema, mas da solução", sentenciou.

Obama assinou esses decretos num momento de grave crise econômica e de demissões em massa, e menos de 24 horas depois de ter criticado duramente o mundo da finança. A primeira lei promulgada por Obama desde sua posse, em 20 de janeiro, tem como objetivo lutar contra a desigualdade salarial. Ela foi assinada na quinta-feira.

Nesta sexta-feira, Obama afirmou que os americanos estão vivendo uma "catástrofe" econômica, depois do anúncio de uma forte queda do crescimento. "É como se fosse um sonho americano ao avesso", comparou.

Obama se focalizou na classe média, mas garantiu que não se esquecerá dos mais pobres.

"Sabemos que não podemos ter uma classe média vigorosa sem um movimento sindical vigoroso. Sabemos que sindicatos fortes, dinâmicos e prósperos podem conviver com empresas fortes, dinâmicas e prósperas", declarou.

Os outros decretos assinados por Obama impedem que o dinheiro dos contribuintes seja utilizado para reembolsar despesas supostamente ligadas à criação de sindicatos, e garantem que um funcionário qualificado não perca seu trabalho quando seu contrato muda de mãos.

Obama também anunciou o lançamento de missão encarregada de melhorar a condição da classe média. Esta missão será liderada pelo vice-presidente, Joseph Biden, e reunirá conselheiros econômicos e membros do gabinete presidencial.

Assim, Obama envia uma "mensagem muito clara" à classe média, a "coluna vertebral deste país" segundo Biden.

"Durante muitos anos, a Casa Branca não se preocupou em colocar a classe média no coração de nossa política econômica. A produtividade aumentou quase 20% entre 2000 e 2007, e o salário dos trabalhadores foi reduzido em 2.000 dólares por ano", disse o vice-presidente.

A missão estudará todos os aspectos da vida da classe média, do trabalho à educação, e proporá medidas a Obama, explicou Biden.

A primeira destas reuniões acontecerá em 27 de fevereiro na Filadélfia (Pensilvânia, leste dos EUA), e será dedicada aos empregos ditos ecológicos, ressaltou.

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