! Austrália e Japão lançam novos planos e aumenta o desemprego na Espanha - 03/02/2009 - AFP - Economia
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03/02/2009 - 12h13

Austrália e Japão lançam novos planos e aumenta o desemprego na Espanha

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TÓQUIO, 3 Fev 2009 (AFP) - Austrália e Japão anunciaram nesta terça-feira novas medidas de reativação econômica, enquanto o Senado dos Estados Unidos busca um acordo para seu próprio plano contra a crise mundial, que leva países a registrar aumentos preocupantes do desemprego, como na Espanha.

A Austrália anunciou um vasto plano de retomada de 42 bilhões de dólares australianos (US$ 26 bilhões) para sustentar a economia do país frente à crise econômica mundial.

"Nenhum país escapará à recessão mundial, que vem provocando uma queda do crescimento, um aumento do desemprego e dos déficits orçamentários no mundo", afirma em um comunicado o ministro da Economia e das Finanças, Wayne Swan.

"A recessão mundial está pesando sobre a economia australiana. O crescimento está sofrendo desaceleração e o emprego vai enfraquecer", disse.

O plano compreende cerca de 28,8 bilhões de dólares australianos destinados à educação, habitação e infraestrutura rodoviária, com uma parcela de 12,7 bilhões de dólares australianos para as famílias com rendas média e baixa.

Em dezembro, o governo trabalhista australiano já havia liberado 10,4 bilhões de dólares para a retomada do consumo.

Canberra previu uma disparada do déficit orçamentário este ano para 22,5 bilhões de dólares, enquanto em maio passado apostava num superávit de 21,7 bilhões.

No exercício 2008/09, o crescimento esperado não deve passar de 1% e, no ano seguinte, de 0,75%, enquanto o governo esperava há apenas três meses 2% e 2,25%, respectivamente.

A taxa de desemprego deve subir 7% em 2009/2010.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro Kevin Rudd advertiu que a crise econômica mundial e o desaquecimento do crescimento da China iriam provocar um buraco no orçamento da Austrália de cerca de 115 bilhões de dólares australianos (US$ 75 bilhões) nos próximos quatro anos.

A Austrália sofre particularmente com a redução da demanda chinesa em matérias-primas, como o ferro e o carvão, após uma década de euforia.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) advertiu semana passada contra uma retração da economia australiana de 0,2% em 2009 se nenhuma medida fosse adotada.

O Banco do Japão (BoJ), por sua vez, anunciou que vai comprar até abril de 2010, por um bilhão de ienes (10,679 bilhões de dólares), ações dos bancos comerciais japoneses, com o objetivo de ajudar as instituições a superar a crise financeira e desbloquear o mercado de crédito.

As compras, decididas pelo comitê de política monetária, serão feitas de maneira gradativa até abril de 2010.

As compras envolvem as ações das empresas que pertencem à categoria "investimentos", com dívida "BBB-" ou mais de acordo com as agências de classificação de risco e que não representem grandes riscos de falência. As compras serão realizadas a preços de mercado.

Esta é mais uma medida adotada nos últimos meses pelo banco central japonês para apoiar o sistema financeiro e estimular os bancos a emprestar às empresas para reaquecer a economia.

O anúncio desse plano animou momentaneamente a Bolsa de Tóquio, mas o índice Nikkei dos principais valores acabou o dia em baixa de 0,62%.

O diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, se mostrou, no entanto, otimista com o futuro das economias asiáticas, alegando que muitas se recuperarão mais rápido que as demais, quando tiver início a reativação mundial, pois "são muito dinâmicas e dispõem de importantes recursos".

Por fim, na Espanha, o número de desempregados espanhóis aumentou consideravelmente em janeiro, atingindo um total de 3,327 milhões de pessoas, ou seja, o patamar mais elevado em 12 anos, conforme anunciou o ministério espanhol do Trabalho.

Os dados do ministério do Trabalho mostram uma alta do número de desempregados de 198.838 pessoas em janeiro em relação a dezembro de 2008, ou seja, 6,35% a mais.

Com os dados ruins, o ministro da Indústria Miguel Sebastian pediu aos bancos que emprestem mais dinheiro às empresas e a particulares para reaquecer a atividade econômica, acusando os estabelecimentos financeiros de serem "os maiores culpados desta crise".

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