! EUA: recuperação pode demorar até o início de 2010 (Summers) - 09/02/2009 - AFP - Economia
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09/02/2009 - 19h50

EUA: recuperação pode demorar até o início de 2010 (Summers)

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WASHINGTON, 9 Fev 2009 (AFP) - A recuperação da economia americana pode não começar antes do início de 2010, declarou nesta segunda-feira Lawrence Summers, assessor econômico do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em entrevista transmitida pela rede de televisão CNN.

No domingo, Larry Summers, declarou que a nova administração americana "herdou o pior sistema financeiro desde a Depressão de 1930".

Em entrevista à rede FOX News, Larry Summers afirmou: "herdamos uma situação. Quando, em um quarto de século, a gente voltar ao passado e estudar as grandes crises bancárias, a de 2007 e 2008 nos Estados Unidos será uma dessas crises".

"Herdamos o pior sistema financeiro desde a Depressão", insistiu.

Summers pediu a adoção rápida do plano de estímulo à economia, de US$ 780 bilhões, que o Senado planeja votar na segunda-feira, cujo texto deverá ser harmonizado com o aprovado pela Câmara de Representantes, de US$ 819 bilhões.

Segundo ele, a economia americana precisará de apoio nos próximos dois anos: "Acho que essa economia ainda vai precisar de apoio por dois anos".

O diretor do Conselho Econômico Nacional garantiu que os gastos contemplados no pacote, sobretudo, para a educação e, em parte, para a Previdência Social, "não serão permanentes" - na tentativa de acalmar os republicanos, que estão alarmados com o aumento do déficit e das ajudas às camadas mais desfavorecidas da população.

"Isso não se fará de maneira permanente no orçamento. Em um dado momento, sairemos dessa recessão, e os gastos serão reduzidos", garantiu.

"O presidente disse, claramente, que esse apoio temporário à educação é para evitar que professores sejam demitidos", acrescentou Summers.

Em outra entrevista, à rede ABC, Summers se referiu ao "apoio aos bancos, de modo a estabilizá-los e que estejam em condições de emprestar".

"Haverá apoio, em geral, para os mercados creditícios", afirmou.

"É absolutamente fundamental: haverá apoio e pressão que garanta que serão evitadas essas execuções desnecessárias", insistiu, acrescentando que será preciso agir "agressivamente para conter o dano no mercado imobiliário".

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