! China tem queda brutal das exportações e importações em janeiro - 11/02/2009 - AFP - Economia
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11/02/2009 - 11h31

China tem queda brutal das exportações e importações em janeiro

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PEQUIM, 11 Fev 2009 (AFP) - As exportações da China registram em janeiro uma queda considerável de 17,5%, a maior em mais de uma década, enquanto as importações sofreram um colapso ainda mais brutal, de 43,1%, anunciou o gigante asiático.

Em janeiro, a China obteve um superávit comercial de 39,1 bilhões de dólares (43,1% menor que em janeiro de 2008).

As exportações totalizaram 90,45 bilhões de dólares e as importações somaram US$ 39,11 bilhões, de acordo com os dados oficiais.

As exportações já estavam em queda há dois meses, com um retrocesso interanual de 2,2% em novembro - a primeira redução em sete anos - e de 2,8% em dezembro.

A baixa de janeiro é a mais expressiva desde outubro de 1998, quando aconteceu um retrocesso de 17,3%.

Os números do comércio exterior se devem à redução da demanda em um contexto de crise econômica mundial e do feriado do Ano Novo Lunar, de acordo com os economistas.

Os analistas da Merrill Lynch disseram que as festividades afetaram seriamente alguns indicadores macroeconômicos e sugeriram ignorar estes dados para considerá-los de forma combinada com os de fevereiro.

"Mesmo com as alterações do Ano Novo chinês, os dados revelam a deterioração dos fundamentos econômicos da China", afirmou Wang Qing, economista do Morgan Stanley.

"A forte contração das importações reflete a desaceleração dos investimentos domésticos e da demanda de bens intermediários, e destaca visivelmente o enfraquecimento das exportações, que se prolongará no futuro", disse Jing Ulrich, da JP Morgan.

Este economista destacou, no entanto, que a queda das exportações na China não é tão severa como em outros países vizinhos que dependem muito mais de suas exportações de alta tecnologia, como Taiwan, Japão ou Coreia do Sul.

Pequim tomou no entanto medidas para apoiar suas exportações, como o aumento dos reembolsos do IVA para alguns produtos, como os têxteis.

Apesar de o yuan ter voltado a centrar a atenção com a nova administração americana, que deseja a valorização da moeda chinesa, Pequim com certeza se concentrará em manter a taxa de câmbio a um nível estável, afirmou por sua vez Sherman Chan, do Moody's Economy.com.

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