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11/02/2009 - 16h05

Presidente do Citi aceita receber US$ 1 por ano até a volta dos lucros

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WASHINGTON, 11 Fev 2009 (AFP) - Vikram Pandit, presidente do banco americano Citigroup, anunciou nesta quarta-feira ter recomendado a seu Conselho de Administração que lhe pague um salário de apenas US$ 1 por ano até que as contas da instituição saiam do vermelho.

"Minha meta é que o Citi volte a lucrar o mais rápido possível, pelo que disse ao Conselho que meu salário deveria ser de US$ 1 por ano, sem bônus, até que a empresa volte a ganhar dinheiro", declarou Pandit durante uma audiência parlamentar dedicada à utilização pelos bancos dos bilhões de dólares de recapitalização liberados pelas autoridades federais.


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Pandit disse que pessoalmente desistiu de comprar jato para o Citi
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A audiência começou com a promessa do presidente da comissão de finanças da Câmara dos Representantes, Barney Frank, de expressar a "ira" dos contribuintes com o que consideram como um presente injustificado a estabelecimentos mal administrados e em grande parte responsáveis pela crise atual.

Pandit também se referiu à polêmica deflagrada pela revelação sobre a compra pelo Citi de um jato particular. A polêmica foi tanta que o banco, que perdeu quase US$ 19 bilhões em 2008, teve que abrir mão da aquisição.

"Não nos ajustamos com a rapidez necessária ao novo mundo em que vivemos", comentou Pandit, afirmando que tomou pessoalmente a decisão de desistir da compra do jato.

"Dei-me conta de que estamos num mundo novo, e vou me assegurar de que o Citi também se dê conta deste fato", declarou.

Por outro lado, o presidente do Nak of America, Ken Lewis, justificou despesas de seu estabelecimento, criticado recentemente por ter organizado uma gigantesca festa por ocasião do Superbowl, a final do campeonato de futebol americano. Para a festa relacionada a este evento, que patrocina, o banco teria gastado US$ 10 milhões.

"Acredito que bancos foram criticados por atividades que têm na verdade um objetivo muito sério e eficiente, inclusive atividades de marketing", alegou Lewis, sem mencionar diretamente o Superbowl.

O presidente do Bank of America também ressaltou "a fama, conquistada a duras penas, de sobriedade, e não de extravagância" do estabelecimento de Charlotte (Carolina do Norte, nordeste dos EUA).

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