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03/03/2009 - 14h33

Obama e Brown discutem juntos uma resposta para a crise

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WASHINGTON, EUA, 3 Mar 2009 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebe nesta terça-feira o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, para discutir uma resposta internacional coordenada para uma crise mundial que vem dando sinais de agravamento.

Brown, primeiro dirigente europeu recebido por Obama desde sua chegada ao poder em 20 de janeiro, deve também falar sobre colaboração diante do agravamento da situação no Afeganistão, do aquecimento climático e do desafio nuclear iraniano.

Mas, a crise, principalmente, deve ocupar os dois líderes, 24 horas depois de uma queda brusca do Dow Jones, a seu nível mais baixo em quase 12 anos, e dos maus resultados do gigante britânico HSBC que puxaram os índices das bolsas europeias para baixo.

Algumas horas antes de receber Brown para uma reunião e um café da manhã de trabalho, Obama lembrou que o desempenho econômico americano no último trimestre de 2008 foi o pior em mais de 25 anos. "E, francamente, o primeiro trimestre deste ano não pode ser melhor", disse, em uma intervenção no departamento do Transporte.

Nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha e na Europa, as intervenções governamentais vêm se multiplicando para relançar a economia e ajudar, ou mesmo salvar os bancos, sem no entanto conseguir conter a crise.

Washington e Londres afirmam a necessidade de uma ação coordenada, que deve estar no centro das reuniões quando Brown receber em 2 de abril, em Londres, Obama e os dirigentes dos países industrializados e das grandes economias emergentes para a cúpula do G20.

A crise financeira é um "problema mundial". "Ela demanda soluções mundiais", disse Brown, que foi o encarregado das finanças no governo de Tony Blair.

Em entrevista à rádio pública NPR, ele disse que as medidas para estimular as economias nacionais não são suficientes e que a comunidade internacional deve instaurar regras e mecanismos financeiros. "Temos que atacar as raízes do problema. Temos que limpar o sistema bancário", declarou.

Antes de sua viagem, Brown propôs discutir com Obama um "New Deal mundial, com impacto para atingir dos vilarejos da África à reforma das instituições financeiras de Londres e Nova York".

Estes propósitos faziam referência à política histórica realizada pelo presidente Franklin D. Roosevelt para tirar os EUA da crise dos anos 30 e são considerados um reflexo da vontade de Brown de afirmar seu papel internacional, enquanto as pesquisas mostram sua figura em uma situação desfavorável em relação a seu rival conservador David Cameron na perspectiva das eleições previstas para daqui até maio de 2010.

Brown chegou a Washington antes de dirigentes como o francês, Nicolas Sarkozy e a alemã Angela Merkel. Os britânicos devem descobrir neste encontro sinais da "relação particular" entre seu país e os EUA, personificados pelas relações estreitas entre Blair e Bush.

Brown, que havia encontrado o candidato Obama em julho em Londres, pronunciará quarta-feira um discurso ante as duas Câmaras do Congresso americano, em sessão comum. Ele será o quinto primeiro-ministro britânico a ter esta honra.

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