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05/03/2009 - 12h22

GM manifesta dúvidas substanciais sobre sua sobrevivência

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NOVA YORK, EUA, 5 Mar 2009 (AFP) - O construtor de automóveis americano General Motors evocou nesta quinta-feira a possibilidade de recorrer à lei de falências se Washington negar os bilhões de dólares de ajuda que vem pedindo e se a torneira do crédito continuar fechada para o grupo.

O ex-número um mundial do automóvel, completamente esgotado financeiramente e com as vendas em queda livre há meses, levantou "dúvidas substanciais" sobre sua viabilidade financeira, em seu relatório anual enviado às autoridades da Bolsa.

"A recorrência de nossas perdas operacionais e nossa incapacidade de gerar liquidez suficiente para enfrentar nossas obrigações e sustentar nossas atividades levanta uma dúvida substancial sobre nossa capacidade de sobreviver", explicou a General Motors (GM) neste documento.

Assim, o grupo lançou novamente a ameaça de uma quebra e de recorrer à lei americana de falências, o capitulo 11, que permite a uma empresa se reestruturar ao abrigo dos credores, e também admitiu a possibilidade de uma liquidação pura e simples no pior dos casos.

"Se não conseguirmos obter um financiamento apropriado pelo governo americano ou por outras fontes, ou se nosso plano de viabilidade não desembocar em uma empresa capaz de assegurar sozinha sua perenidade a longo prazo", a GM poderá "potencialmente ser obrigada a pedir a proteção da lei americana de falências".

"Caso não consigamos desenvolver um plano de reestruturação ou se uma facilidade de crédito não for disponibilizada, seremos forçados à liquidação, sob o capítulo 7 da lei de falências", afirmou o construtor.

O grupo, que já recebeu 13,4 bilhões de dólares do Tesouro em dezembro e acumula 74 bilhões de dólares de perdas em seus dois últimos exercícios, espera que Washington se pronuncie sobre seu plano de viabilidade, apresentado em 17 de fevereiro.

Este plano deve ser finalizado até 31 de março e a administração Obama deve se pronunciar sobre sua pertinência para conceder eventualmente as somas extras solicitadas pela GM: até 16,6 bilhões de dólares.

"Nosso futuro depende de nossa capacidade de executar com sucesso o plano de viabilidade", insistiu a GM nesta quinta-feira.

Esta não é a primeira vez que o grupo lança esta ameaça de falência: a GM indicou que estava à beira da quebra antes de obter os 13,4 bilhões de ajuda pública em dezembro.

Segundo a imprensa americana, o governo americano estaria considerando seriamente a opção do capítulo 11 para a GM, para não ter de assinar um cheque em branco para o construtor.

A GM publicou na terça-feira uma queda de 52,9% de suas vendas nos EUA e fevereiro.

Além destas más notícias, a GM advertiu nesta quinta-feira que não pode garantir que o mercado automobilístico mundial vai renascer ou que não vai sofrer novas baixas importantes.

Ela também avisou que seu principal fornecedor e antiga filial, "Delphi, tem poucas chances de sair do capítulo 11", através do qual o grupo tenta se recuperar desde 2005.

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